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Roubo de motor suspende quimioterapia no setor de oncologia do Amapá

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Como se não bastasse a constante falta de remédios para atender pacientes da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do Hospital de Clínicas Alberto Lima (HCAL), o furto do motor da capela – local destinado para que farmacêutico bioquímico manipule as medicações antineoplásicos – suspendeu temporariamente a quimioterapia.

 

Antineoplásicos são medicamentos utilizado para destruir neoplasmas ou células malignas e tem a finalidade de evitar ou inibir o crescimento e a disseminação de tumores e o motor usado para esse tipo de atividade é especifico e não vende no mercado local.

“O ladrão se aproveitou que nos finais de semana a Unacon não funciona e também da falha da vigilância para levar o motor. Mas nos causa estranheza nesse furto, já que o equipamento estava num local de difícil acesso, é quem levou sabia exatamente a importância dele para nós”, comentou um dos pacientes que preferiu não se identificar.

A reportagem tentou contato com Secretaria de Estado de Saúde que não deu resposta com relação as medidas que serão tomadas para manter a quimioterapia dos pacientes. Extraoficialmente, uma fonte ligada ao governo informou que provavelmente os procedimentos serão feitos em uma clínica particular até o que problema seja resolvido. Mas, nada foi confirmado com relação ao assunto.

Após a publicação da matéria, a Secretária de Saúde encaminhou para o MZ a seguinte nota de esclarecimento:

Nota da Sesa sobre a furto do motor

Em virtude do furto do motor externo da capela de fluxo laminar, responsável pela manipulação dos quimioterápicos, identificado na última segunda-feira, 23, os procedimentos de quimioterapia realizados pela Unidade de Alta Complexidade em Oncologia foram suspensos, com previsão de retorno para o dia 25.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) estranha o furto do motor, uma vez que o valor mercadológico do equipamento se restringe ao mercado oncológico. Como medida a Sesa realizou o protocolo de registro de boletim de ocorrência e acionou a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), bem como a Polícia Civil para que o caso seja apurado em caráter de urgência.

Internamente a Sesa notificará a empresa responsável pela vigilância patrimonial do hospital de Clínicas Alberto Lima (HCAL), para que tome as medidas cabíveis e o devido ressarcimento pelo custeio da peça. Uma vez que existe um posto de vigilância física responsável pela área onde o motor ficava.

Para que os pacientes retomem o tratamento de forma mais imediata a Secretaria de Saúde fez, junto a empresa responsável pela manutenção capela de fluxo laminar, a solicitação de reposição do motor, procedimento que deve ocorrer até esta quarta-feira.

Super Fácil da zona Oeste gera mais custos para o Estado e em nada muda rotina do cidadão

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“Vou ter que pagar ônibus do mesmo jeito. Eles deveriam colocar esse Super Fácil aqui no Marabaixo e não na Lagoa, longe de tudo”. A reclamação é da dona de casa Rosana do Nascimento ao se referir ao prédio onde vai funcionar Serviço Integrado de Atendimento ao Cidadão (Siac/Super Fácil), na Zona Oeste de Macapá, cuja inauguração está marcada para esta quinta-feira, 26.

Se para quem mora em bairros como Marabaixo e Goiabal a instalação do Super Fácil, numa área longe do centro populacional, é trocar seis por meia dúzia, para o Estado vai gerar mais despesas. Isso porque, segundo o Portal da Transparência do Governo do Amapá, o aluguel do prédio, que pertence a empresa Moselli Veículos, vai custar aos cofres públicos R$ 182 mil para o período de janeiro a setembro de 2018.

Mas as despesas vão além do aluguel do prédio. Para que o Super Fácil funcione, foi  realizado processo de contratação emergencial de 150 funcionários. A empresa que apresentou a melhor proposta foi a Venon Construções e Serviços LTDA, que deverá receber R$ 2.711.547,00 pela prestação do serviço, conforme publicação no Diário Oficial do Estado.

“Novamente o governo vai na contramão da crise propagada por ele mesmo. Ao invés de conter despesas ele gera mais custos para a máquina pública e como quantidade de contratos emergenciais parece que faz tudo sem planejamento, como se tivesse essas ideias do dia para a noite”, comentou o economista José Ramalho.

Senador Capi lamenta que três aparelhos de videolaparoscopia estejam parados no HCAL

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O senador João Capiberibe (PSB), que destinou recurso de emenda no valor de R$ 5.117.477,00, visitou na manhã desta segunda-feira, 23, o Hospital das Clínicas Alberto Lima (HCAL) e constatou que os três aparelhos de videolaparoscopia continuam parados por falta de insumos. Até hoje – eles foram comprados em agosto – apenas dois procedimentos foram feitos e isso porque os médicos usaram suas pinças para operar o paciente.

 

A videolaparoscopia é procedimento de endoscopia no qual se visualiza a cavidade abdominal por meio de uma videocâmara, podendo nela realizar intervenção cirúrgica. Em todo Brasil, somente dois Estados não usam na rede pública este tipo de equipamento, um é o Amapá. “Essa realidade está perto de acabar, mas para isso basta o governo agir de forma célere e comprar esses insumos”, comentou o senador.

Pelo tradicional uma cirurgia de retirada da vesícula biliar, por exemplo, o paciente fica internado por até duas semanas. Com a videolaparoscopia, em 48 horas ele tem alta, evitando risco de infecção hospitalar, garantindo um tempo menor para a recuperação, menos incômodos e reduzindo os custos com sua internação. A videolaparoscopia é usada para retirada da vesícula, baço ou apêndice, hernias do abdômen, entre outros.

Segundo informações do diretor do Centro Cirúrgico, Renato Borges, o kit de pinças custa em média R$ 20 mil e para cada cirurgia há um tipo diferente de kit e que a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) já está com o Termo de Referência do mesmo para providenciar a licitação para então efetuar a compra.

Já no setor de Oftalmologia a situação está mais adiantada. Segundo o diretor do hospital, Alex Souza, dentro de dois meses, o Estado voltará a fazer cirurgia de catarata, cuja fila de espera é superior a seis mil pessoas. Todos os equipamentos fazem parte do recurso de R$ 5.117.477,00 destinado à aquisição de material permanente hospitalar para equipar o Hospital das Clínicas Alberto Lima (HCAL).

“Quem está doente tem pressa e existe recurso, inclusive da deputada Janete, para dar mais qualidade no tratamento dos pacientes, por isso fazemos essas vistorias para cobrar a instalação dos equipamentos já comprados e rapidez para comprar o que falta”, destacou o senador.

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Na relação dos equipamentos comprados com a emenda do senador Capiberibe estão: dois aparelhos autoclaves hospitalares horizontais, um autoclave por plasma de peróxido de hidrogênio, duas lavadoras termodesinfectoras, dois autorrefratores com ceratometria, um aparelho retinógrafo, um bisturi elétrico, um aparelho de laser para oftalmologia, um microscópio especular de córnea, duas lâmpadas de fenda, uma fotocoaguladora a laser, dois carros de emergência, 38 camas hospitalares tipo fawler mecânica, um aparelho de ultrassom oftalmológico, dois microscópios cirúrgicos, um aparelho de ultrassom diagnóstico, dois eletroencefalógrafos, cinco sistemas Holter – analisador e gravador, quatro espirômetros, dois cardioversores, um eletrocardiógrafo, um aparelho de bisturi ultrassônico, dois colposcópios, oito carros-maca avançados, um microscópio cirúrgico, três focos cirúrgicos de teto com iluminação por LEDs, quatro serras / perfuradoras ortopédicas (Drill), seis aparelhos de anestesia, seis mesas cirúrgicas elétricas, um aparelho de raios-x móvel, seis endoscópios.

Jogo de empurra entre Waldez e Clécio de duas creches prontas é destaque no Bom Dia Brasil

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O programa jornalístico Bom Dia Brasil mostrou na manhã desta segunda-feira, 23, duas creches prontas há mais de quatro anos e que estão abandonas pelo poder público.

 

As duas creches foram concluídas no final da gestão do ex-governador Camilo Capiberibe (PSB). Uma fica no bairro Renascer e outra no Novo Horizonte. Elas deveriam funcionar desde o início de 2015 e, no entanto, um impasse entre o governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), e o prefeito de Macapá, Clécio Luís (Rede), faz com que os imóveis sejam depredados.

Os dois prédios foram executados pelo Governo do Estado através de emendas parlamentares e devem ser gerenciados pela prefeitura, que é responsável pela educação infantil.

Mesmo prontas, e faltando apenas equipar as creches com carteiras escolares, lousas e outros materiais para garantir o funcionamento, o prefeito Clécio alega que não tem recurso para fazer a manutenção.

Do prédio do Novo Horizonte já levaram portas, janelas, fiação elétrica, vasos sanitários e espelhos foram furtados. Nesse período, a creche já foi até reformada.

Enquanto isso, os dois filhos da comerciária Lourdes Cambraia – um de 4 e outro de 7 anos – que moram no bairro Novo Horizonte ficam em casa na companhia de uma babá. “Se estivesse funcionando, as crianças estariam nessa creche ao invés de eu pagar uma pessoa para acompanhá-los com o pouco dinheiro que recebo”, desabafou.

Capiberibe diz que recusa do TSE para a impressão do voto nas eleições é política

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O senador João Capiberibe (PSB) participou na tarde desta sexta-feira, 20, na Faculdade Estácio Famap de debate acadêmico com o tema “Confiabilidade do Sistema Eletrônico Eleitoral”.

 

Capiberibe disse que por três vezes o Congresso Nacional aprovou a lei que obriga a impressão do voto. “No entanto, o Tribunal Superior Eleitoral não cumpre a lei e alega falta de recursos”, disse Capiberibe ao informar que há má vontade do TSE, uma vez que das 600 mil urnas eletrônicas existentes no Brasil, 400 mil já têm entrada para impressoras.

“Outra desculpa, é que há falta de impressoras. Convenhamos, qualquer cidadão tem uma impressora. Isso não é justificativa”.

O senador socialista disse que há obstáculos políticos para que o voto impresso comece a valer nestas eleições. “Diante deste cenário, eu irei apresentar o relatório de decreto legislativo para que o TSE garanta o voto impresso”, anunciou.

Exigência de 6 meses de experiência feita por empresa prestadora de serviço do governo Waldez deixa de fora centenas de recém-formados em enfermagem

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A exigência da experiência de seis meses na área da enfermagem vai impedir que centenas de recém-formados, principalmente técnicos, consigam o primeiro emprego. É que a empresa Pró-Saúde já começou a receber, via internet, o currículo dos interessados em trabalharem na maternidade de Parto Normal da Zona Norte, prevista para funcionar dentro de um ou dois meses. Mas, só pode se inscrever quem tiver experiência comprovada em carteira.

 

O Art. 442, da CLT, afirma que, para fins de contratação, “o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de atividade.”. Ou seja, a lei não estabelece a necessidade de experiência prévia, apenas fixa o prazo máximo se esta for feita. Os interessados nas vagas defendem que o governo, através da Pro-Saúde, retire essa exigência.

“Se o próprio governo que deveria ser o primeiro a dar oportunidade para os recém-formados faz essa exigência, o que esperar então da iniciativa privada? Nós, técnicos, passamos por uma formação de dois anos, fizemos estágios em todos os setores de um hospital, inclusive na Maternidade Mãe Luzia. Então, estamos capacitados para desenvolver nossa atividade”, argumentou Rosana Matos, que concluiu o curso em março deste ano.

E para garantir o direito de pelo menos passar pela fase de seleção, um grupo de técnicos de enfermagem vai ingressar com uma ação nesta segunda-feira, no Ministério Público Estadual, exigindo que o Governo do Estado ou a Pró-Saúde tire esse item do edital de seleção.

A reportagem entrou em contato por telefone com a assessoria de comunicação do Pró-Saúde, no número (11) 2238-5566, expôs o argumento dos profissionais e reforçou por meio do e-mail comunicacao@prosaude.org.br. Em nota, a Pró-Saúde deu a seguinte resposta.

“A Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar informa que a comprovação de experiência poderá ser feita conforme rege a CLT (Lei 11.644 – Art. 442). Os critérios foram divulgados pela entidade filantrópica no Edital nº 001 – Processo Seletivo para Contratação de Profissionais e dispõe sobre a comprovação documental de experiência: corresponde a registro em carteira de trabalho e Previdência Social (pág. com foto, qualificação civil, as alterações de identidade se houver e registro do empregador que comprove o vínculo na página no contrato de trabalho)  ou comprovação por meio de declaração, atestados ou outro similares (inclusive estágio), sendo obrigatório constar o nome do cargo ou atribuições, identificação do empregador emitido em papel timbrado com telefone, nome, assinatura e CNPJ”.

No entanto, apesar da nota, a reportagem constatou que não é possível, sem ter experiência, se inscrever no site, já que o próprio sistema avisa que a vaga é incompatível.

Músico e cantor americano Mark Lambert se apresenta pela primeira vez em Macapá

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Aroldo Pedrosa

É nesta sexta-feira que o músico norte-americano Mark Lambert – guitarrista, cantor, especialista em jazz, blues, música pop e bossa nova – se apresenta na cidade de Macapá pela primeira vez. Ele veio sensibilizado pelo projeto sócio-cultural “Música Para Ribeirinhos”, desenvolvido em Mazagão, na foz do rio que banha o velho município e atende cerca de 60 pessoas – a maioria crianças –, as quais recebem nos fins de semana educação musical. São crianças carentes e vítimas da violência do mundo moderno que já tem chegado ao local de algum modo. Mark Lambert ouviu falar do projeto, coordenado pelo músico amapaense Leonardo Barros, e que já foi notícia nacional – saiu no programa Como Será? da Rede Globo e Globo News –, e se interessou em vir conhecer de perto o trabalho social e dar a sua contribuição como músico.

O artista americano vai à foz do rio Mazagão Velho no sábado para conhecer as crianças e ver de perto a execução do projeto, que também atende adolescentes e pessoas da melhor idade. Antes, porém, faz show filantrópico no Donna Antonia Gastrobar. “O show é de cunho filantrópico, porque boa parte da arrecadação será destinada ao projeto para compra de instrumentos musicais às crianças que participam dele”, explica o mentor e coordenador do projeto Leonardo Barros.

Mark Lambert se apresenta acompanhado da banda amapaense Éguamanojazz, cuja formação é a seguinte: Nelson Dutra (baixo), Pisca Martins (teclado), Elias Sampaio (sax) e Markinhos Sansi (bateria).

Apaixonado pela música popular brasileira, Lambert por ser músico e cantor foi produtor de discos de artistas do movimento da Bossa Nova como Astrud Gilberto, que fez da canção “Garota de Ipanema” (Tom Jobim / Vinicius de Moraes) ganhar o mundo. Mora atualmente no Brasil – na grande São Paulo –, tocou com Milton Nascimento, Ivan Lins, Erasmo Carlos, Roberto Menescal, Carlos Lyra, Joyce Moreno e teve, como alquimista do som, a ideia de juntar num mesmo espetáculo grandes canções de Cole Porter – gênio da música americana – e Noel Rosa – gênio da música brasileira. O artista foi casado ainda com a atriz brasileira Sônia Braga. “O norte-americano mais brasileiro da nossa canção popular”, diz um aprendiz de músico de Mazagão, na expectativa de conhecê-lo pessoalmente quando de sua visita ao projeto.

O músico também se apresentou em 4 edições do Rock in Rio: RJ (2011, 2013), Lisboa (2014) e Las Vegas (2015) com Stone The Beetles, o big band liderado por ele e Bruce Henri.

Levar, expandir a música para os mais distantes e recônditos lugares do planeta sempre foi o maior sonho do músico Mark Lambert, que vê em sua vinda ao Amapá e, sobretudo, na participação do projeto “Música Para Ribeirinhos”, a realização desse grande sonho.

Serviço

Show Internacional de Música
Atrações: Mark Lambert e Éguamanojazz
Local: Donna Antonia Gastrobar
Endereço: Av. General Gurjão, 85 – Centro – ao lado do Teatro das Bacabeiras
Data: 20/04/2018 – sexta-feira
Início: 21h
Venda de mesas: 32162568 / 981045966 (Monique)

Senador Capi e deputada visitam canteiro de obras da unidade do Hospital de Barretos em Macapá

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“Esse é resultado de uma ação conjunta de três senadores e seis deputados federais, de uma bancada de onze, que destinaram R$ 1,9 milhão cada um, e aí está a obra, além de duas carretas laboratório que devem chegar até junho”, comentou o senador João Capiberibe (PSB) durante visita, juntamente com a deputada federal Janete, na manhã desta sexta-feira, 20, ao canteiro de obras da unidade do Hospital de Barretos – referência no tratamento de câncer – também chamado de Hospital de Amor Barretos.

A deputada Janete lembrou que o hospital deverá tratar de forma preventiva 90% dos casos de câncer no Amapá. “O objetivo principal é detectar de forma precoce essa doença que mata centenas de pessoas no nosso estado e quando as carretas estiverem percorrendo os dezesseis municípios, nós vamos evitar essas tragédias, bem como o transtorno de ter que ir à São Paulo em busca de tratamento”, frisou a deputada.

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Obras da unidade do Hospital de Câncer de Barretos em andamento

O recurso de bancada foi alocado em virtude da demanda dos pacientes com câncer que precisam sair do estado para fazer tratamento no Hospital de Câncer em Barretos (Programa de Tratamento Fora de Domicílio – PTFD).

Diante disso, surgiu uma articulação envolvendo a bancada federal, que destinou o recurso, com o Hospital de Câncer de Barretos, executando a construção e estrutura, e o Governo do Estado do Amapá, que doou o terreno, tornando possível a implantação de uma Unidade do Hospital de Câncer de Barretos no município de Macapá.

Ao tomar posse, novo presidente cubano diz que Castro “encabeçará as decisões”

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Miguel Díaz-Canel deixa claro que não haverá “espaço para uma transição” política. Ele substitui Raúl Castro, que permaneceu doze anos no cargo

 

Miguel Díaz-Canel é o novo presidente de Cuba. Preparado cuidadosamente há uma década por Raúl Castro para o substituir, o sucessor, de 57 anos e nascido depois da revolução de 1959, fez nesta quinta-feira seu primeiro discurso como chefe de Estado na Assembleia Nacional (parlamento unicameral) enfatizando sua meta de “dar continuidade” ao regime socialista de partido único, deixando claro que não haverá “espaço para uma transição” política — ou uma “restauração do capitalismo” — e lembrando que o general Raúl Castro, de 86 anos, segue “à frente” na direção do país.

Rául Castro continuará sendo o primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba até 2021 e a Constituição estabelece que o partido é “a força dirigente superior da sociedade e do Estado”. Castro, portanto, se retira a um segundo plano de onde tutelará o novo Governo, como afirmou em suas palavras Díaz-Canel: “Encabeçará as decisões de maior importância para o presente e futuro da nação”. O novo mandatário qualificou de “obra colossal” o período de Castro como presidente e foi prolífico nos elogios a seu mentor, com a mais clássica retórica militante: “Com firmeza, sem apego aos cargos, com serenidade, maturidade, confiança e firmeza revolucionária, se mantém por legitimidade e mérito próprio à frente da vanguarda política (…), como a referência que é para a causa revolucionária, ensinando e sempre pronto para enfrentar o imperialismo, como o primeiro, com seu fuzil na hora do combate”. Com menos destaque, Díaz-Canel também prestou homenagem à figura de Fidel Castro, falecido em 2016: “Seremos fiéis ao legado do líder histórico da revolução”, disse.

Raúl Castro encerrou a histórica sessão parlamentar em Havana com um discurso em que se mostrou plenamente satisfeito em passar a presidência para as mãos de Díaz-Canel, com quem trocou demonstrações de afeto. O general afirmou que confia no “êxito absoluto” de seu sucessor, destacou suas “virtudes, experiência e dedicação ao trabalho” e ressaltou que ele não foi “improvisado” e que “sua ascensão não foi fruto do acaso nem de pressa”. Causou surpresa a desenvoltura com que o qualificou como o “único sobrevivente” de um grupo de dirigentes de nova fornada que o regime foi preparando desde os anos noventa e que terminaram destituídos. Sem que Castro os mencionasse, vieram à memória os casos paradigmáticos de Carlos Lage e Felipe Pérez Roque, protegidos de Fidel Castro e, com sua permissão, fulminados por Raúl em 2009 em seu segundo ano oficial como presidente, depois de ocupar provisoriamente o cargo a partir de 2006 pelos graves problemas de saúde do irmão mais velho.

“Ao contrário do ocorrido no passado em outros casos de jovens dirigentes, não cometemos o erro de acelerar o processo [com Díaz-Canel]”, disse Castro, e enalteceu sua “solidez ideológica, sensibilidade política, compromisso e fidelidade à revolução”. “Tem sido o melhor”, concluiu o já ex-presidente com seu herdeiro no posto. “Tivemos certeza absoluta que havíamos acertado em cheio (…) sobre sua escolha (…), e de que quando eu estiver ausente possa assumir o cargo de primeiro secretário do Partido Comunista”.

O anúncio por parte de Castro de que Díaz-Canel também assumirá a chefatura do partido em 2021, ou antes, se o general não puder completar seu mandato, foi o elemento mais relevante de seu discurso para o público interno. Significa que o poder político e o poder do Estado se aglutinarão em uma só figura, como ocorreu com Fidel e Raúl Castro, o que consolidaria a autoridade de Díaz-Canel em uma incerta fase de mudanças, sobretudo em face da nova era que se abrirá, definitivamente, quando morrer seu mentor, cuja presença continua simbolizando a unidade orgânica do regime. Entre os analistas da enigmática política da ilha existe o consenso de que nos últimos anos começou a haver divergências dentro da elite do poder cubano entre reformistas e conservadores, sendo os primeiros alinhados com o enfoque de Raúl Castro de abertura econômica e aproximação dos Estados Unidos e os segundos, com a linha tenaz de socialismo e luta constante com o vizinho defendida durante décadas por Fidel.

Díaz-Canel é a ponta de lança do processo de continuidade política com liberalização econômica projetado por Castro e seus assessores mais próximos. Um mapeamento que não contempla por ora mais liberdades civis e que vem se desenrolando durante o raulismo com novidades notáveis, mas cíclicos retrocessos. A visita de Barack Obama em 2016 marcou o ponto alto dessa agenda, mas despertou nos dirigentes o temor de ir depressa demais, e as velas foram recolhidas. Hoje, o impulso dado por Raúl Castro aos negócios particulares se encontra paralisado, o investimento estrangeiro não vem sendo acelerado e as relações com os Estados Unidos estão prejudicadas.

Para a deterioração nas relações bilaterais contribuiu a chegada à Casa Branca de Donald Trump, que jogou por terra os avanços diplomáticos de Obama e, em troca de apoio político, cedeu a iniciativa da agenda sobre Cuba para a linha dura republicana. Nos próximos dois anos de mandato de Trump, com a recente chegada a sua Administração de falcões como Mike Pompeo e John Bolton, as medidas de Washington contra o regime cubano poderão endurecer. Um desafio para Díaz-Canel.

Embora o grande desafio para o novo presidente, é evidente, seja tirar Cuba e seus cidadãos de sua eterna crise econômica e, tendo em vista que a via norte-americana continua bloqueada e a Venezuela desmorona, a meta será encontrar novos parceiros econômicos. A China se projeta como seu melhor recurso comercial e financeiro, e a Rússia no campo energético. Vladimir Putin felicitou nesta quinta-feira Díaz-Canel e expressou confiança em reforçar a cooperação com a ilha. “Na Rússia a relação com Cuba é altamente valorizada, cimentada em sólidas tradições de amizade e respeito”, disse o chefe do Kremlin.

Raúl Castro também enfatizou em seu discurso que Díaz-Canel só poderá ocupar a chefatura do Estado por dois mandatos de cinco anos, norma imposta por ele durante suas legislaturas. O novo presidente, único candidato à presidência e votado por 603 de 604 parlamentares, assumiu as “expectativas” que a substituição provoca, com o povo cubano impaciente para ter bem-estar, e asseverou: “Não venho prometer nada, como a revolução jamais fez em todos estes anos. Venho cumprir o programa que nos impusemos, com as diretrizes do Socialismo e da Revolução”

“Os Estados Unidos não esperam que o povo cubano veja maiores liberdades com o recém-nomeado presidente”, disse um funcionário da Casa Branca em declarações publicadas pela Reuters. Por isso, o Governo de Donald Trump “não tem intenção de suavizar sua política em relação ao Governo comunista da ilha”. “Continuaremos sendo solidários com o povo cubano em sua demanda de liberdade e prosperidade”, afirmou.

Deputada Cristina requer ao Dnit informações sobre obras na BR-210

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Usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Amapá nesta quarta-feira (18) o presidente da Associação de Moradores do Conjunto Macapaba, Emerson Pimentel, que na ocasião representou os moradores da zona norte, para pedir apoio aos deputados a fim de suspender a inauguração de uma passarela na BR-210, marcada para o dia 27 de abril, uma vez que o recurso federal destinado é para a construção de quatro passarelas. O agravante é que os moradores não possuem acesso às informações das referidas obras.

 

Para a deputada Cristina Almeida, que cedeu seu tempo regimental, é de suma importância para a população ter acesso a essas informações e acompanhar os investimentos, por se tratar de uma obra de grande porte oriunda de recursos públicos.

cristina 2De acordo com Emerson, as lideranças foram ao Ministério Público Federal (MPF-AP) protocolar uma representação, pedindo a suspensão da data inaugural da passarela, por não terem acesso às informações no Portal da Transparência e não constar placa informativa no local da obra, conforme a Lei Complementar 131/2009, na qual deve haver a ampla publicidade dos entes públicos no que diz respeito aos gastos governamentais.

Emerson relata que as lideranças foram ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) com o objetivo de colher informações detalhadas, mas foram recebidos de maneira ríspida e saíram sem as devidas respostas.

Para o presidente, essas obras vão ajudar a população, no entanto, souberam da inauguração com a presença do ministro dos Transportes, Maurício Quintela, por meio da rede social de um deputado. “Em tempos em que o Brasil clama contra a corrupção, é estarrecedor que uma obra de grande relevância para todas aquelas comunidades que são adjacentes, não ter nenhuma informação”, destaca.

Disse também que a passarela não terá cobertura.  “É desumano, principalmente a passarela em frente do IFAP, são quase 500m de passarela e a população vai estar no sol e na chuva percorrendo aquele trajeto”

E questiona: “Como nós iremos saber se nas passarelas não estão inclusas as coberturas? Nossas reivindicações são legitimas, de um estado de direito e que defendemos. São quatro passarelas, por que trazer o ministro dos transportes para inaugurar apenas uma? A gente é receoso, porque existem alguns elefantes brancos [obras paradas]no nosso estado, exemplo disso é o hospital metropolitano, o aeroporto, que tiveram inúmeras inaugurações e não estão finalizadas”.

Após o pronunciamento de Emerson, a deputada Cristina protocolou um requerimento, em caráter de urgência, solicitando ao Dnit que sejam enviados à Alap cópias do projeto e informações sobre os custos das obras em questão.

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