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Associação dos Moradores do Macapaba pede apoio ao senador Capiberibe para qualificar a gestão

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Reunidos nesta sexta-feira, 3, com o senador João Capiberibe (PSB), a primeira diretoria da Associação dos Moradores do Conjunto Habitacional Macapaba (Asmorema) pediu ao parlamentar apoio para a qualificação do grupo nas áreas de gestão, orçamento público e captação de recursos para realização de ações comunitárias. O senador assumiu o compromisso com as lideranças e louvou a iniciativa. “Esse é o caminho para quem realmente quer, com independência política, fazer valer os direitos da população”.

 

Além desses temas, o senador sugeriu ainda a realização de cursos sobre economia solidária. Falou a experiência exitosa do banco popular Palmas, que existe em sete municípios do Estado do Ceará e que, segundo ele, tem alavancado a micro economia nos locais onde é implantado.

Sobre serviços urbanos imprescindíveis ao conjunto, Capiberibe ressaltou a necessidade dos governos, estadual e municipal, assumirem suas responsabilidades. Para isso, o senador enfatizou o papel fundamental da Associação na organização e mobilização dos moradores em busca de melhores condições de vida.

O presidente da Asmorema, Denis Carvalho, agradeceu o apoio do senador Capiberibe e disse que o trabalho da Associação é manter e buscar melhorias para a comunidade.

Lei Janete completa seis anos reduzindo acidentes com escalpelamentos na Amazônia

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Nesta segunda, 6, a Lei 11.970/2009, da deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP), que obriga instalar a cobertura no volante e no eixo dos motores dos barcos ribeirinhos, completa seis anos. A lei contribuiu para reduzir os acidentes com escalpelamentos na Amazônia e desencadeou inúmeras ações de prevenção e reparação.

 

Mobilização

O projeto de lei foi apresentado em 2007, pela deputada Janete Capiberibe, a pedido das mulheres vítimas de escalpelamentos, que fizeram manifestação no Salão Verde da Câmara e participaram da II Conferência nacional de Políticas para as Mulheres. Tramitou na Câmara e no Senado e em de Julho de 2009, foi sancionada pelo presidente em exercício José Alencar.

Os acidentes com escalpelamentos já vitimaram centenas de mulheres na Amazônia, mas só recentemente ganhou visibilidade e atenção das políticas públicas.

O escalpelamento acontece quando o cabelo enrosca no volante e no eixo dos motores estacionários adaptados aos barcos, arrancando parcial ou totalmente o couro cabeludo, podendo mutilar e deformar orelhas e pálpebras. A maior incidência é na foz do Rio Amazonas. Crianças, adolescentes e jovens do sexo feminino, incumbidas de retirar a água do assoalho dos barcos ou quando apanham algum objeto que tenha caído, são a maioria das vítimas. Alguns homens também sofrem escalpelamento ou mutilações.

O acidente não é a pior dor. São comuns os relatos de crianças abandonadas pelas famílias ainda no hospital, de jovens largadas pelos namorados e maridos, do abandono da escola e do emprego por causa do preconceito que as acidentadas sofrem.

Engajamento

Segundo a Secretaria de Saúde do Pará apresentou em audiência pública na Câmara, esse tipo de acidente caiu 75% com a vigência da lei. Desde 2009, a deputada Janete Capiberibe promove campanhas de prevenção e conscientização junto com a Associação das Mulheres Vítimas de Escalpelamento do Amapá e a Marinha do Brasil. Ocorreram 4 acidentes no Amapá em 2009, 1 em 2010 e 2 em 2014.Nenhum acidente em 2011, 2012, 2013 e 2015.

Resultado de audiências, reuniões, mobilização, o Ministério da Saúde determinou que os acidentes com escalpelamentos tivessem um registro próprio ao dar entrada nos hospitais, por exemplo. Elas também têm direito a receber o seguro-acidente, de recolhimento obrigatório pelas embarcações, o DPEM.

Com o Ministério dos Transportes, um grupo de trabalho sugerido pela deputada Janete, em 2008, elaborou um anteprojeto de lei para criar uma linha de crédito com o objetivo de renovar a frota ribeirinha e tirar de circulação os motores que causam os acidentes.

Cidadania

Em 2012, o Governo do Amapá realizou mutirões de cirurgias reparadoras, junto com a Sociedade Brasileira de Cirurgias Plásticas e a Defensoria Pública da União. Sessenta e quatro mulheres passaram por três etapas das cirurgias plásticas reparadoras e 23 receberam próteses auriculares.

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O Governo do Estado deu a elas atendimento integral, com acompanhamento psicológico e social e pagamento de bolsa mensal de meio salário para cumprirem integralmente o tratamento médico. Custeou, inclusive, a hospedagem e alimentação em hotel nos períodos entre os procedimentos cirúrgicos. Os cirurgiões plásticos, voluntários, receberam as passagens desde as suas cidades e a hospedagem. Todos os custos foram pagos pelo Governo do Estado.

Para estender esse tipo de atenção a todos os lugares do país onde haja mutilação, a deputada Janete apresentou, na Câmara, o Projeto de Lei 3397/2012, para que o SUS pague todos os custos das cirurgias plásticas reparadoras às vítimas. Está aguardando votação do relatório favorável da deputada Shéridan (PSDB/RR) na Comissão de Seguridade Social e Família.

Solidariedade

Para cobrir suas cabeças, protegendo-as do sol no clima quente e úmido da Amazônia, a maioria das mulheres vítimas usava lenços de cabeça ou bonés. Nenhuma usava perucas com cabelos naturais, por causa do preço elevado; raras usavam perucas com cabelos artificiais, já que causa ferimentos na pele sensível do crânio escalpelado. Essa situação as tira da vida social, escolar ou laboral.

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Após as cirurgias, aquelas cuja extensão do acidente foi menor tiveram resolvido o problema estético. Outras ainda precisam de lenços, bonés ou perucas para cobrir suas cabeças.

Uma parte dessas mulheres participou de um curso de confecção de perucas com cabelo natural. A capacitação aconteceu com apoio de servidores da Empresa Brasileira de Comunicação – EBC, que doaram uma máquina de costura e iniciaram campanha para doação de cabelos naturais que chegaram de vários lugares do Brasil. As perucas não têm fim comercial, são confeccionadas pelas integrantes da Associação e doadas às vítimas sem qualquer custo, já que muitas vivem em situação de pobreza por que ficam foram do mercado de trabalho.

Em 2013, dezenas de mulheres camponesas reunidas no I Encontro Nacional, em Brasília, doaram seus cabelos para que fossem feitas perucas. O gesto se repetiu em abril passado, quando dezenas de camponeses que do VI Congresso Latino-americano de Organizações do Campo doaram seus cabelos para a confecção de perucas.

O uso das perucas feitas com cabelo humano dá maior conforto às mulheres e evita o surgimento de lesões no couro cabeludo sensível. Também permite que elas deixem de usar o lenço e voltem ao mercado de trabalho e à escola, por exemplo.

Fotos: Divulgação/Arquivo

Diante da inércia do Estado, servidores da saúde iniciam paralisação a partir de segunda-feira

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Servidores da saúde do Estado iniciam paralisação por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira (6); a decisão foi aprovada por unanimidade durante assembleia geral do Sindicato de Enfermagem e Trabalhadores da Saúde do Amapá (Sindsaúde), realizada no último dia 1° de julho

 

De acordo com ofício da entidade enviado ao secretário de Saúde, Pedro Leite, a decisão de paralisar foi tomada devido à inércia do Estado diante das deliberações e reivindicações da categoria encaminhadas ao governo, porém sem nenhuma resposta.

O Sindsaúde reivindica melhores condições de trabalho, data-base e formalização do compromisso verbal assumido pelo secretário Pedro Leite e pagamento da gratificação atividade em saúde, com retroativo a contar de julho de 2015.

Ainda no ofício, o Sindsaúde informa a paralisação por tempo indeterminado a contar da próxima segunda-feira. A entidade comunica ainda a manutenção das atividades essenciais durante a referida paralisação, ou seja, a manutenção de 30% dos servidores em atividade.

A greve da categoria complicará ainda mais o atendimento nos hospitais e demais unidades de saúde do governo, já deficientes pela falta de medicamentos, materiais básicos e leitos. Desde o início do ano, uma série de dificuldades e problemas vem se acumulando na pasta dirigida pelo promotor licenciado, Pedro Leite.

A crise ficou ainda mais evidente em abril, quando o secretário-adjunto da pasta, Fernando Nascimento, até então fiel aliado do governador Waldez Góes, entregou o cargo juntamente com o também adjunto Joel Brito.

Em seguida, o Sindicato dos Médicos, que até 2014 era dirigido por Fernando Nascimento, realizou uma paralisação. Os médicos da rede pública de saúde cruzaram os braços por 24 horas após diversas tentativas de obter resposta do governo em relação ao pedido de melhoria nas condições de trabalho nos hospitais do Estado.

No mais recente episódio, o promotor de Saúde do Ministério Público do Estado, André Araújo, após duas visitas ao Pronto Atendimento Infantil, disse não descartar a possibilidade da adoção de medidas judiciais, caso a Secretaria de Estado da Saúde não tome as medidas necessárias para melhoria da unidade.

De acordo com um profissional de saúde ouvido pelo Amapá 247, a paralisação dos enfermeiros é somente mais um episódio no quadro atual da saúde pública amapaense, e não há previsão de melhorias no serviço a curto prazo devido à intransigência do governo no diálogo com os servidores e às péssimas condições de funcionamento dos hospitais do Estado.

Do Amapá 247

Servidores da Funasa pedem apoio do senador Capiberibe para aprovação do Plano de Cargos e Salários

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Na tarde desta quinta-feira, 2, Augusta Picanço e Raimundo Leite, representando os servidores da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) no Amapá, participaram de reunião com o senador João Alberto Capiberibe (PSB) para pedir apoio à aprovação do Plano de Cargos e Salários que tramita desde dezembro de 2014 no Ministério da Saúde.

 

“Estamos nos mobilizando em todo o Brasil, pedindo apoio das nossas autoridades, para que lutem por nós em Brasília e o senador Capiberibe se prontificou em ajudar. E como ele é o líder da bancada do PSB, com toda certeza já podemos contar o apoio dos demais senadores do partido”, comentou Augusta Picanço.

Durante a reunião foi entregue ao senador uma cópia do projeto que trata do Plano de Cargos e Salários. Atualmente, o documento está no gabinete do ministro da Saúde, na Divisão de Atos Oficiais.

“Vou solicitar uma audiência com o ministro da Saúde [Arthur Chioro] para verificar não somente essa demanda, mas também outras de interesse do Amapá e vamos mobilizar, além dos nossos parlamentares, companheiros outros Estados para conseguir êxito no pedido”, enfatizou o senador.

Interferências externas: Eliete Borges perde queda de braço e pede para sair da SIMS

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Depois do médico Fernando Nascimento, que no dia 30 de abril deixou o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) motivado por pressões palacianas, agora foi a vez da perita Eliete Borges, que pediu exoneração do cargo de secretária de Estado da Inclusão e Mobilização Social (SIMS).

 

A notícia foi postada na noite desta quarta-feira, 1, em primeira mão, no site do jornalista Silvio Sousa SILVIO SOUSA-1(silviosousa.com), que é cunhado da ex-secretária. O motivo da saída, segundo ele, seriam interferências externas vindas do Palácio do Setentrião que a impediam de impor o seu próprio ritmo de trabalho. No dia seguinte, a postagem foi tirada do ar e radialistas ligados ao governo trataram de justificar a saída com o argumento de que a mesma vai fazer um curso de doutorado.

Fontes ligadas à SIMS informaram que a interferência da qual se referiu Silvio Sousa era da própria deputada e primeira-dama, Marília Góes (PDT). “Eliete tem personalidade e não ia ficar apenas assinando papel, como eles queriam”, disse a fonte.

Outro motivo para a saída de Eliete, militante pedetista histórica, diz respeito a abrir caminho para aliados, que estão sem espaços no governo e ameaçavam romper os acordos firmados ainda na época da campanha.

Nos corredores do Palácio do Setentrião o comentário é de que o próximo a cair – esse por falta de operacionalização – será o secretário de Estado da Comunicação, Gilberto Ubaiara. Até o final do ano também deve deixar o governo o secretário de Saúde, Pedro Leite. Além da pressão e dos últimos escândalos envolvendo o contrato da Sesa com o Inneuro, ele disse a mais próximos que vai se aposentar como promotor e pretende exercer a advocacia em Brasília.

Processo do STJ que pede investigação de Waldez completa mais de 30 dias sem nenhuma decisão da Assembleia

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Completou um mês no último dia 29 o pedido de autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ), encaminhado à Assembleia Legislativa do Amapá, para processar o governador do Estado, Waldez Góes (PDT); o pedido foi feito no dia 21 de maio, depois que a Corte Especial do STJ recebeu apelação do Ministério Público do Estado do Amapá (MP/AP) contra decisão do juiz de Direito da 4ª Vara Criminal de Macapá, porém, segundo o Legislativo, o oficio do ministro Mauro Campbell foi recebido somente dia 29 do referido mês

 

Segundo afirmou na época o consultor geral legislativo, Paulo Melém, a Casa já realizou a leitura do ofício no Plenário. O passo seguinte era encaminhar o documento à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que deveria requisitar uma cópia do processo na íntegra. “A partir daí, o governador será notificado, para em dez dias apresentar sua defesa junto à CCJ. Depois disso, a Assembleia tem dez sessões para a instrução probatória, período em que poderão ser ouvidas testemunhas e convidadas pessoas envolvidas no processo para serem ouvidas. Será gerado um projeto de resolução que defere ou nega o pedido de autorização”, explicou Melém.

Até o momento, as informações do consultor foram as únicas declarações oficiais do Legislativo sobre o pedido do STJ. Nem o presidente da Casa, Moisés Souza, e nem os demais membros da Mesa Diretora se manifestaram oficialmente sobre o processo. Entre os parlamentares, somente o líder do governo e o líder da oposição opinaram a respeito do assunto.

O líder do governo, Ericláudio Alencar, chegou a declarar que a decisão do Legislativo ia depender do próprio governador. “Tudo vai depender da posição do governador”, disse.

O caso é referente aos empréstimos consignados dos servidores do Estado.

De acordo com o MP/AP, os acusados, a partir de 2009, nas condições de governadores e de secretários de Planejamento do Estado, descontaram nos salários dos funcionários públicos estaduais parcelas para pagamentos de empréstimos consignados e não repassavam aos respectivos bancos.

Em outubro de 2014, o juiz Matias Pires Neto, da 4ª Vara Criminal de Macapá, considerou improcedente a denúncia oferecida pelo Ministério Público. Imediatamente, o MP/AP apresentou apelação ao Tribunal de Justiça do Estado, porém, como Waldez foi eleito e diplomado governador, o juiz Matias Pires determinou a remessa da ação aos STJ.

Com informações do Amapá 247

Concursados de 2012 da saúde fazem novo protesto cobrando contratação imediata

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Por conta do inchaço da folha dos servidores com cargos de confiança, contratos administrativos e da falta de respostas do Governo do Estado para o concurso da saúde de 2012, os classificados do certame voltaram a interditar a Rua General Rondon, na manhã desta quinta-feira, 2, em frente ao Palácio do Setentrião para cobrar do governador Waldez Góes (PDT) o chamamento imediato dos aprovados.

 

Durante a manifestação, os concursados pregavam a seguinte palavra de ordem: “Se tem orçamento para empregar os ‘camaradas’, tem para empregar os concursados”. A frase é em relação ao aumento da folha de pessoal por conta da nomeação de contratos administrativos e cargos comissionados.

Em janeiro, havia 28.656 servidores e o custo ao Estado era de R$ 138 milhões. Em maio, o número de servidores saltou para 32.933 e a folha de pagamento bateu nos R$ 157 milhões. “Simplesmente 19 milhões de reais mensais a mais, sem qualquer explicação, o que demonstra o descontrole político do governador diante das exigências de seus cabos eleitorais”. Detalhe: mesmo com os concursos da saúde e da educação em vigência, o chefe do Executivo não fez nenhuma chamada dos concursados.

“Nós viemos legitimar um direito que é nosso enquanto aprovados. Queremos que o governador seja educado pelo menos para nos receber”, disse Camilo Teles, representante do movimento, que cobrou ainda a continuidade das obras da saúde que estão paralisadas.

O governo não se pronunciou sobre o assunto.

Governador Waldez continua inchando a folha de pagamento do Estado e cria mais cargos de CDS 3 e 4

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De uma só canetada, o governador Waldez Góes (PDT) criou outros seis cargos que vão contribuir para inchar ainda mais a folha de pagamento do Estado. Dessa vez, acrescentou mais quatro cargos de direção e assessoramento superior de Código CDS-4, cujo salário é acima de R$ 11 mil, além de mais dois de CDS-3, com renda mensal de R$ 2.900,00. Os seis cargos representam um acréscimo de mais de R$ 50 mil para a folha do próximo mês.

 

O Projeto de Lei nº 0014/2015-GEA deu entrada na Assembleia Legislativa em caráter de urgência em 30 de junho e foi aprovada no mesmo dia pelos deputados.

No dia 14 de janeiro deste ano, também em caráter de urgência, o governador recém-empossado mandou o primeiro projeto de lei de seu mandato, criando quatro cargos de direção e assessoramento superior de provimento em comissão, códigos CDS-4.

Só para se ter uma ideia, embora o atual governo propague uma suposta crise financeira, a folha de pagamento do Estado aumentou em R$ 32.662.145,95. Em junho do ano passado, ela fechou em R$ 151.904.108,91 e, agora neste mês, o valor ficou em R$ 184.566.254,86.

Waldez já tinha concedido reajuste para o seu próprio salário e para os seus secretários. O impacto na folha anual com esses aumentos é de mais de R$ 7 milhões.

Em recente entrevista, o economista José Ramalho de Oliveira disse que, em tempos de crise, a ordem é apesar o cinto, ou seja, economizar. No entanto, o atual governo segue em caminho contrário, aumentando ainda mais os gastos públicos.

PDSA: governo sustentável, que no Amapá já foi ‘coisa do demônio’, hoje é a salvação do planeta, segundo o Papa Francisco

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Esta semana, pelas redes sociais, o senador João Capiberibe (PSB) demonstrou alegria em ver que o modelo de gestão do Estado baseado no desenvolvimento sustentável que implantou no período dos seus dois mandatos como governador do Amapá – 1995 a 2002 – e que foi retomado pelo governador Camilo Capiberibe – 2011 a 2014 – se transformou na luz no fim do túnel para a salvação da humanidade e do planeta como um todo, na visão do Sumo Pontífice da Igreja Católica, o Papa Francisco.

 

Diz o senador:

Sonhamos e ousamos perseguir a utopia, e olhe que estávamos em plena década de noventa, no auge da decantada democracia de mercado, da globalização neoliberal, do estado mínimo, do fim da história. Parecia que caminhávamos na contramão, que remávamos contra a maré. 

Na campanha eleitoral de 1994 nos comprometemos em dar uma cambalhota nos vícios e maus costumes da política, que iríamos aplicar o dinheiro público com transparência, que incluiríamos todos os habitantes do Amapá em um novo processo de desenvolvimento humano, capaz de combinar a economia com a equidade social e a conservação da natureza. Ganhamos as eleições, o povo abriu caminho para o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Amapá (PDSA). 

Mergulhamos fundo nessa aventura humana seguindo as pegadas de Chico Mendes, chamamos a atenção dos esperançosos por um mundo melhor.

Houve resistências e enfrentamentos, normais para quem arrisca a dar o primeiro passo de uma longa caminhada.

Avançamos no tempo, intuíamos que encontraríamos o Papa Francisco numa curva do futuro. Pois não é que aconteceu, as ideias e lutas de ontem, do tempo do PDSA, foram trazidas para o presente e para o mundo com o nome de ‘Laudato Si’, a Encíclica do Desenvolvimento Sustentável do Papa Francisco.

Agora! Mãos à obra!

A encíclica “Verde”

Leonardo Boff, em matéria publicada na Revista Carta Capital, diz que a encíclica do papa traz ecos da América Latina. Para ele, a encíclica “verde” escrita pelo papa Francisco é um documento inspirado em teólogos latino-americanos que ficaram ao lado dos pobres.

Veja o que diz a matéria:

A pobreza e a degradação ambiental são dois lados da mesma moeda. Esta é a certeza que permeia a encíclica “verde” do papa Francisco. Nela, também estiveram envolvidas, direta ou indiretamente, duas personalidades influentes na América Latina: o austríaco Erwin Kräutler, bispo da Prelazia do Xingu, e o teólogo brasileiro Leonardo Boff. Em artigo escrito com exclusividade para a Deutsche Welle, Boff responde às principais questões sobre a encíclica ecológica.

Por que a encíclica é especial

É a primeira vez que um papa aborda o tema da ecologia no sentido de uma ecologia integral (que vai além, portanto, da ambiental) de forma tão completa. Grande surpresa: elabora o tema dentro do novo paradigma ecológico, coisa que nenhum documento oficial da ONU até hoje fez. Fundamental é seu discurso com os dados mais seguros das ciências da vida e da Terra. Lê os dados afetivamente (com a inteligência sensível ou cordial), pois discerne que, por trás deles, se escondem dramas humanos e muito sofrimento também por parte da mãe Terra.

Influência da América Latina

O papa Francisco não escreve na qualidade de mestre e doutor da fé, mas como um pastor zeloso, que cuida da casa comum e de todos os seres, não só dos humanos, que moram nela.

Um elemento merece ser ressaltado, pois revela a “forma mentis” (a maneira de organizar o pensamento) do papa Francisco. Este é tributário da experiência pastoral e teológica das igrejas latino-americanas que, à luz dos documentos do episcopado latino-americano (CELAM) de Medellin (1968), de Puebla (1979) e de Aparecida (2007), fizeram uma opção pelos pobres, contra a pobreza e em favor da libertação.

O texto e o tom da encíclica são típicos do papa Francisco e da cultura ecológica que acumulou. Mas me dou conta de que também muitas expressões e modos de falar remetem ao que vem sendo pensado e escrito principalmente na América Latina. Os temas da “casa comum”, da “mãe Terra”, do “grito da Terra e do grito dos pobres”, do “cuidado”, da interdependência entre todos os seres, dos “pobres e vulneráveis” da “mudança de paradigma” do “ser humano como Terra” que sente, pensa, ama e venera, da “ecologia integral” entre outros, são recorrentes entre nós

A estrutura da encíclica obedece ao ritual metodológico usado por nossas igrejas e pela reflexão teológica ligada à prática de libertação, agora assumida e consagrada pelo papa: ver, julgar, agir e celebrar.

Primeiramente, revela sua fonte de inspiração maior: São Francisco de Assis, chamado por ele de “exemplo por excelência de cuidado e de uma ecologia integral e que mostrou uma atenção especial aos pobres e abandonados”.

Meio ambiente e pobreza

O papa incorpora os dados mais consistentes com referência às mudanças climáticas, à questão da água, à erosão da biodiversidade, à deteriorização da qualidade da vida humana e à degradação da vida social, denuncia a alta taxa de iniquidade planetária, afetando todos os âmbitos da vida, sendo que as principais vítimas são os pobres.

Nesta parte, traz uma frase que nos remete à reflexão feita na América Latina: “hoje não podemos desconhecer que uma verdadeira abordagem ecológica sempre se torna uma abordagem social que deve integrar a justiça nas discussões sobre o ambiente para escutar tanto o grito da Terra quanto o grito dos pobres”. Logo a seguir acrescenta: “gemidos da irmã Terra se unem aos gemidos dos abandonados deste mundo”. Isso é absolutamente coerente, pois logo no início diz que “nós somos Terra”, bem na linha do grande cantor e poeta indígena argentino Atahualpa Yupanqui: “o ser humano é Terra que caminha, que sente, que pensa e que ama”.

Condena a proposta de internacionalização da Amazônia que “apenas serviria aos interesses das multinacionais”. Há uma afirmação de grande vigor ético: “é gravíssima iniquidade obter importantes benefícios fazendo pagar o resto da humanidade, presente e futura, os altíssimos custos da degradação ambiental”(n.36).

Com tristeza reconhece: “nunca temos ofendido nossa casa comum como nos últimos dois séculos”. Face a esta ofensiva humana contra a mãe Terra, que muitos cientistas denunciaram como a inauguração de uma nova era geológica – o antropoceno – lamenta a debilidade dos poderes deste mundo que, iludidos, “pensam que tudo pode continuar como está” como álibi para “manter seus hábitos autodestrutivos”, com “um comportamento que parece suicida”.

O papel de cientistas e estudiosos do clima

Prudente, o papa reconhece a diversidade das opiniões e que “não há uma única via de solução”. A encíclica dedica todo o terceiro capítulo à análise “da raiz humana da crise ecológica”. Aqui o papa se propõe a analisar a tecnociência, sem preconceitos, acolhendo o que ela trouxe de “coisas preciosas para melhorar a qualidade de vida do ser humano”.

A tecnociência se tornou tecnocracia, uma verdadeira ditadura com sua lógica férrea de domínio sobre tudo e sobre todos. A grande ilusão, hoje dominante, reside na crença de que com a tecnociência se podem resolver todos os problemas ecológicos. Essa é uma diligência enganosa porque “implica isolar as coisas que estão sempre conexas”. Na verdade, “tudo é relacionado”, “tudo está em relação”, uma afirmação que perpassa todo o texto da encíclica como um ritornelo, pois é um conceito-chave do novo paradigma contemporâneo. O grande limite da tecnocracia está no fato de “fragmentar os saberes e perder o sentido de totalidade”. O pior é “não reconhecer o valor intrínseco de cada ser e até negar um peculiar valor do ser humano”.

Papa Francisco propõe uma “ecologia integral” que vai além da costumeira ecologia ambiental. O espírito terno e fraterno de São Francisco de Assis perpassa todo o texto da encíclica Laudato sí. A situação atual não significa uma tragédia anunciada, mas um desafio para cuidarmos da casa comum e uns dos outros. Há no texto leveza, poesia e alegria no Espírito e inabalável esperança de que se grande é a ameaça, maior ainda é a oportunidade de solução de nossos problemas ecológicos.

Taxistas fazem manifestação e cobram do prefeito Clécio melhorias nas vias de Macapá

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Cansados de esperar, taxistas, liderados pelo Sindicato dos Taxistas do Amapá (Sintáxi/AP), fizeram uma manifestação, na manhã desta terça-feira, 30. O objetivo foi cobrar melhorias nas ruas e avenidas de Macapá do prefeito Clécio Luís (PSOL). Cerca de 200 profissionais do volante participaram do ato.

 

O protesto, que percorreu o centro da Capital, também cobrou da administração municipal a fiscalização do transporte clandestino. “O sindicato da categoria denuncia ações obscuras de um vereador tentando legalizar o que é ilegal no resto do país”, afirma o presidente do Sindicato, Rizonilson Barros.

Os trabalhadores reclamam que as péssimas condições das ruas de Macapá têm causado prejuízos incalculáveis. “Todos os meses temos que fazer a manutenção dos nossos veículos. Hoje, são contadas as ruas que não tem buraco. Isso é um absurdo”, reclamou o sindicalista.

Parceria

Até o ano passado, algumas das ruas que estão em boas condições de trafego, citadas pelo presidente, foram feitas através de uma parceria que havia entre o Governo do Estado e a PMM. “Hoje, o governador e o prefeito ficam no gabinete tomando café. E, enquanto eles ficam nos gabinetes, nós ficamos aqui de fora, sofrendo. Já estamos no verão, nós queremos pressa”, dispara Rizonilson.

A assessoria da PMM afirma que o prefeito apresentou para o governador Waldez Góes (PDT), um plano de ação para recuperação das vias com o apoio do Governo do Estado.

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