Browsing: Destaque

Caos na Saúde: trabalhadores do PAI pedem socorro; obras para resolver o problema continuam paradas

0

“Nesse momento, no Pronto Atendimento Infantil, na sala de estabilização, tem 14 crianças em estado grave lá, mas só existem sete leitos e nove crianças intubadas esperando leito no Hospital da Criança, no qual não existe vaga também, não tem leito disponível na UTI. São quase 40 crianças espalhadas pelos corredores em cadeiras, duas crianças em uma maca fazendo medicações, antibióticos. Esse é o cenário de devastação que nossos colegas estão sendo obrigados a prestar atendimento”.

 

O depoimento acima é de uma enfermeira que preferiu não revelar o nome. Ela reforça o que disse no dia 8 deste mês o promotor de Justiça da Saúde do Amapá, André Araújo, ao afirmar que naquela unidade os médicos são obrigados a escolher quem vai viver.

A enfermeira disse que várias denúncias já foram feitas ao Conselho Regional de Medicina (CRM) para que o mesmo intervenha, mas que a instituição prefere o silêncio do que lutar pela categoria.

Outras entidades, como o Sindicato dos Médicos do Amapá (Sindmed/AP), já fizeram manifestação para cobrar que o governo ofereça mais condições de trabalho para eles e, por tabela, um atendimento mais digno à população.

De acordo com a presidente do Sindmed, Ellen Melo, faltam de materiais básicos a medicamentos. “Como, por exemplo, aspirina. Muitas vezes os médicos levam amostras para a população que precisa dessa medicação não deixar de ser medicada”, destacou.

Os profissionais não conseguem ver nenhum impacto do decreto de Situação de Emergência. Muito pelo contrário, agora há carência de remédios que antes não faltavam na rede pública de saúde, como a própria aspirina. “Estamos pedindo socorro”, declarou a líder sindical.

O caos só não é maior ainda porque, no final do ano passado, o então governador Camilo Capiberibe inaugurou a Unidade Pronto Atendimento da Zona Norte, que contribuiu para diminuir esse cenário, e se as obras do novo Hospital da Criança e do Adolescente não tivessem sido paralisadas no início deste ano, o prédio já estaria funcionando, garantindo mais leitos e mais qualidade no atendimento.

Vigilantes protestam contra calote e cobram do governador Waldez o pagamento de salários atrasados

0

Ao contrário do que o secretário de Estado do Planejamento, Antônio Teles, falou num programa de rádio na manhã desta quinta-feira, 25, que o atual governo não dá calote, vigilantes estiveram na frente do Palácio do Setentrião cobrando do governador Waldez Góes (PDT) o pagamento de três meses de salários atrasados.

 

Cansados de esperar e como forma de protesto, os trabalhadores fecharam a Rua General Rondon com carro de som e faixas exigindo um posicionamento do governador.

“Para ganhar a eleição o Waldez disse que ia cuidar das pessoas e que os nossos salários estariam em dia, mas não é o que está acontecendo. Tem muito pai e mãe de família sofrendo e não temos respostas do governador”, disse o vigilante Natanael Souza.

Uma comissão da categoria foi recebida por representantes do governo, que, até o fechamento da reportagem, não havia se pronunciado sobre o assunto.

Revoltados com o ‘jogo de empurra’ do governo, professores ocupam a Secretaria de Gestão da Seed

0

As reclamações dos professores do Estado que não receberam suas férias e os 15% da regência de classe foram além das redes sociais e das filas de bancos. Por volta das 10h desta quinta-feira, 25, um grupo ocupou a Secretaria de Gestão da Secretaria de Estado da Educação (Seed) em busca de respostas.

 

Mas, conforme antecipado pelo MZ Portal, a responsável pelo setor, Sabrina Chermont, informou aos educadores que foi uma falha no sistema de processamento da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) e que o mesmo já está sendo corrigido, sem explicar quando o dinheiro referente aos 15% da regência e das férias estará na conta dos que não receberam.

No entanto, o que a chefe do setor não sabia é que o mesmo grupo já tinha vindo da Seplan, onde informaram que a falha ocorreu na Seed. “É um jogando pro outro. Não quero justificativa. O governador prometeu e eu quero minha regência e minhas férias na minha conta”, disparou a professora Márcia dos Anjos.

Ainda pela manhã, o MZ publicou matéria mostrando a revolta de professores que diziam terem sido enganados pelo governador Waldez Góes (PDT), o qual garantiu que pagaria nesta quinta o salário referente ao mês de junho, incluindo as férias de nove mil professores e de outros servidores que entrarão de férias em julho, bem como a regência de classe, no valor acrescido de 15% do salário-base.

Também pela manhã o telefone do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Amapá (Sinsepeap), Aroldo Rabelo, não parou. Aos que ligaram, ele disse que iria procurar informações na Seplan para saber o que ocorreu e depois se manifestar.

TRE-AP aplica multa de R$ 21 mil à TV Tucuju por propaganda eleitoral negativa nas eleições de 2014

0

O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), em sessão realizada nesta quarta-feira, 24, aplicou multa no valor de R$ 21.282,00 à TV Tucuju – Canal 24; o motivo foi propaganda eleitoral negativa durante as eleições gerais de 2014; a decisão, por maioria, acompanhou o voto do juiz relator do caso, Marconi Pimenta. Vencidos os juízes Décio Rufino e Fábio Garcia, que votaram pela improcedência da representação

 

Conforme a Representação Eleitoral n° 2115-16.2014.6.03.0000, ajuizada pela Coligação “Frente Popular A Favor do Amapá” e Carlos Camilo Góes Capiberibe, a TV Tucuju ultrapassou o limite da liberdade de informação e de imprensa, fato que atingiu a candidatura do representado, então governador do Amapá filiado ao PSB, que concorria à reeleição. Desta forma, ocorreu o desequilíbrio no pleito.

Segundo o relator, no programa “Tribuna Amapaense”, veiculado na TV Tucuju, seus apresentadores, transformam num fato político a veiculação de um vídeo em que, aparentemente, aparece o candidato Camilo Capiberibe recebendo alguma coisa, e coloca numa pasta. Durante grande parte do programa, os jornalistas fizeram comentários tendenciosos desfavoráveis ao candidato representante, com alusão do mesmo estar recebendo dinheiro, sem elementos concretos para tal afirmação.

“Uma coisa é relatar um fato jornalístico, outra coisa é utilizar o fato jornalístico como pano de fundo para fazer comentários depreciativos e com juízo valorativo negativo em relação a um candidato, como ocorre no presente caso, sobretudo porque os fatos questionados ocorreram seis dias antes do pleito, o que tem forte potencial para prejudicar e causar desequilíbrio no pleito eleitoral”, destacou o juiz relator em seu voto.

Participaram dos julgamentos os juízes Carlos Tork (presidente), Stella Ramos (vice-presidente/corregedora), Lívia Peres, Marconi Pimenta, Décio Rufino, Kelly Cristina Lima e Fábio Lobato. Também presente o procurador regional eleitoral, Ricardo Negrini.

Com informações do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá

Os escolhidos: governador Waldez mente e paga só o salário-base e as férias de alguns professores

0

Às 17h28 desta quarta-feira, 24, a Agência de Notícias do Amapá, pertencente ao Governo do Estado, e o próprio governador Waldez Góes (PDT) garantiram que nesta quinta-feira, 25, estaria na conta dos servidores o salário referente ao mês de junho, incluindo as férias de nove mil professores e de outros funcionários que entrarão de férias em julho, bem como a regência de classe, no valor acrescido de 15% do salário-base.

 

No entanto, pelas redes sociais, centenas de professores reclamaram que o contracheque não veio acrescido de nada. Em alguns casos, o valor veio adicionado com as férias, mas sem o pagamento da regência e, em outros, o oposto.

IMG-20150625-WA0011(1)IMG-20150625-WA0015

“Agora eles vão vir com a desculpa de que foi problema no sistema e que será corrigido numa folha suplementar do dia 10 de julho. Pode ter certeza que essa será a desculpa deles”, protestou o professor Raimundo Xavier.

Pela manhã, o telefone do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Amapá (Sinsepeap), Aroldo Rabelo, não parou. Aos que ligaram, ele disse que iria procurar informações na Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) para saber o que ocorreu e depois se manifestar.

Nas filas dos bancos, a reclamação também foi geral. Todos queriam saber por que para uns saiu e outros não. “Aposto como vão colocar a culpa no sistema. Estão desrespeitando o servidor público”, indignou-se o professor Jorge Dias.

Na edição desta quarta, o MZ Portal antecipou que o GEA está fazendo a operação abafa para evitar a mobilização dos professores da rede estadual que já ameaçavam entrar em greve. Primeiro, garantiu que, até o próximo dia 10, fará uma folha suplementar da regência de classe dos profissionais cadastrados da educação de sala ambiente, da formação continuada e os do mandato classista. Agora paga só alguns para por culpa na falha do sistema e assim ganhar mais tempo.

O próprio secretário de Saúde, Pedro Leite, disse em programa de rádio que o Estado está sem dinheiro e que a folha de pagamento pode ficar comprometida nos próximos meses.

João Capiberibe elogia ação do GDF pela transparência com uso do aplicativo Siga Brasília

0

Aplicativo para dispositivos móveis lançado nesta quarta-feira traz receitas, despesas, remuneração de servidores e escala de profissionais da rede pública de saúde

 

Nesta quarta-feira, 24, o Distrito Federal tornou-se a primeira unidade da Federação a ter um aplicativo para telefones celulares e tablets com informações do Portal da Transparência. Criar mecanismos para o engajamento dos cidadãos no controle dos atos públicos faz parte do plano de governo de Rodrigo Rollemberg. O Siga Brasília, segundo o chefe do Executivo, é apenas um dos passos para reforçar esse propósito, ao lado da reestruturação do Conselho de Transparência e Controle Social, que neste governo passou a ser totalmente formado por representantes da sociedade civil.

O aplicativo, lançado pelo governador no Cine Brasília, traz como principal progresso a facilidade de encontrar o conteúdo desejado. Contém parte do que é divulgado no Portal da Transparência e, inicialmente, é dividido em quatro módulos. Três deles — receitas, despesas e remuneração de servidores — foram escolhidos com base nas estatísticas de acesso do Portal da Transparência. O quarto item é novidade: a escala diária dos profissionais de saúde da rede pública. No que diz respeito à remuneração de servidores, por enquanto o sistema não fornece dados referentes aos profissionais da área de segurança pública e aos funcionários das empresas estatais.

O Siga Brasília tem também um link para a Transparência Web TV, canal da Controladoria-Geral do DF que transmite ao vivo as reuniões do Conselho de Transparência e Controle Social. Novos módulos serão inseridos no aplicativo de acordo com os principais interesses dos cidadãos.

O governador de Brasília destacou, durante o lançamento do Siga Brasília, a importância do senador Capiberibe, que é autor da Lei da Transparência. “A Lei da Transparência é uma grande conquista da população brasileira, são luzes sobre os dados da administração pública”.

O senador Capiberibe afirmou que o Siga Brasília é um passo decisivo no processo de republicanização do Estado brasileiro. “É um importante exemplo esse do GDF, de disponibilizar receitas e despesas. Qualquer cidadão, de qualquer lugar, vai saber como seu dinheiro está sendo gasto. Um passo fundamental para a democracia brasileira e controle social”.

“Nem mesmo o Governo Federal utiliza essa nova ferramenta, e é natural que depois façamos ajustes, em razão de demandas levantadas pela população e pelos próprios gestores”, destacou o controlador-geral do DF, Djacyr Cavalcanti de Arruda Filho. O aplicativo foi criado pela equipe da Subsecretaria de Transparência e Gestão da Informação e começou a ser desenvolvido em março, com custo zero para a máquina pública.

O Siga Brasília é também um avanço quanto à Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527, de 2011). A norma determina que os órgãos públicos federais, estaduais, distritais e municipais dos Três Poderes e do Ministério Público utilizem todos os meios disponíveis para assegurar a gestão transparente da informação da maneira mais clara e objetiva possível.

Simples e de fácil acesso

Neste primeiro momento, o aplicativo gratuito poderá ser baixado apenas em aparelhos com a plataforma Android. Futuramente, também estará disponível para iOS. Mas, independentemente da marca do equipamento, o conteúdo do Siga Brasília pode ser acessado pelo próprio navegador do smartphone, tablet ou computador, sem necessidade de cadastro. Basta digitar sigabrasilia.df.gov.br na barra de endereços e escolher o módulo do qual deseja informação. A navegação é fácil, e os caminhos são bem mais curtos do que no Portal da Transparência. As informações, de responsabilidade de cada órgão, são atualizadas em tempo real — com exceção das despesas, que ficam disponíveis um dia depois de lançadas.

Os valores referentes às receitas e às despesas são retirados do Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo); a remuneração, do Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Humanos (SIGRH); e a escala dos profissionais de saúde, do site da Secretaria de Saúde. Os dados podem ser buscados por órgão, período, nome de funcionário e, no caso da escala, por local e especialidade médica — é divulgada até mesmo a identificação de quem está de plantão, com horário e unidade onde atende.

Fonte: Agência Brasília com informações Ascom/Senador Capiberibe

Representação feminina na política: deputada Janete incentiva lançamento da campanha Elas por Elas

0

A bancada feminina da Câmara dos Deputados reuniu-se com a diretora regional da ONU Mulheres para a região da América Latina e Caribe, Luiza Carvalho, a fim de debater mecanismos que possam aumentar a participação da mulher nos espaços de poder.

 

Luiza assinalou que as mulheres só aumentarão sua representatividade política se os homens também aderirem à causa. Segundo ela, os parlamentos latinos contam, em média, com 25% de participação feminina. No Brasil, a Câmara dos Deputados alcançou, nesta legislatura, 10% das vagas, mas as mulheres são 52% da população.

Como forma de aumentar essa participação, a diretora da ONU Mulheres lança, nesta quinta-feira, 25, em São Paulo, a campanha Eles por Elas para incentivar um apoio maior dos homens na luta das mulheres por mais espaço de representação política.

Depois de pleitearem uma cota de 30% para mulheres nas assembleias municipais e também nas câmaras estaduais e federais, durante as votações relacionadas à reforma política, a bancada feminina aceitou pleitear apenas 10% para as próximas eleições e 15% para daqui a 12 anos. Mas, ainda assim, faltaram 15 votos para a proposta ser aprovada.

Parteiras tradicionais

No encontro, a deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP) reforçou pedido de apoio da ONU Mulher para a Marcha das Mulheres Negras, que acontecerá em Brasília no dia 18 de novembro.

A socialista lembrou o compromisso da ONU para a inclusão das parteiras tradicionais na saúde pública e fez o pedido para que a ONU Mulher intensifique essa pauta no Brasil. Estima-se que existam cerca de 60 mil parteiras tradicionais no país.

Em audiência recente na Câmara dos Deputados, as parteiras foram consideradas indispensáveis para garantir a atenção às mulheres negras, que são as menos assistidas pela saúde pública. Incluir as parteiras tradicionais na saúde pública será uma das reivindicações da Marcha das Mulheres Negras nas ações relativas à sua saúde.

Janete implantou e coordenou o Projeto Parteiras Tradicionais do Amapá, entre 1995 e 2002, que contribuiu para reduzir a mortalidade materna e de recém-nascidos no Estado.

Com informações da Agência Câmara

Foto: Regina Fróes

PEE: governo Camilo investiu, nos quatro anos do mandato, 30% do orçamento do Estado em Educação, afirma FNDE

0

Nesta terça-feira, 23, a Assembleia Legislativa do Amapá aprovou, em regime de urgência, o Plano Estadual de Educação (PPE), que estabelece metas para serem alcançadas no período de dez anos. O PPE entrará em validade após a sanção do governador Waldez Góes (PDT).

 

Entre as 26 metas aprovadas para o decênio está o investimento dos recursos do Estado de 30% do orçamento em Educação – a Constituição Federal obriga que os entes federativos apliquem, no mínimo, 25%.

Mesmo sem a obrigatoriedade legal, o governo Camilo Capiberibe já vinha aplicando esse percentual em Educação nos seus quatro anos de mandato. Segundo dados oficiais do balanço do Estado presente no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope) – que está disponível no site do Fundo Nacional da educação FNDE -, em 2011 foram investidos 29,79%; em 2012, 32,14%; em 2013, 31,69%; e em 2014, 28,33%.

De acordo com o ex-secretário de Educação, Adalberto Ribeiro, “esse investimento concretizou-se na construção de 30 escolas, criação da Casa do Professor, contratação de 1.660 professores através de concursos públicos, 7,5 mil notebooks e outras tantas ações que alavancaram a Educação no Estado”, afirmou.

Falta até aspirina: médicos paralisam e cobram do governador Waldez melhorias imediatas na saúde pública

0

Devido ao descaso do Governo do Estado em relação às reivindicações por melhores condições de trabalho da classe médica e do atendimento à população, os profissionais, como forma de protesto, resolveram paralisar as atividades na manhã desta quarta-feira, 24, nos hospitais da rede pública estadual no prazo de 24 horas.

 

A suspensão dos serviços afeta os atendimentos ambulatoriais, que são consultas previamente agendadas, e cirurgias. Apenas os procedimentos de urgência e emergência estão mantidos.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Médicos do Amapá (Sindmed/AP), Ellen Melo, faltam de materiais básicos a medicamentos. “Como, por exemplo, o ácido acetilsalicílico – a tradicional aspirina, que é o medicamento mais conhecido e consumido em todo o mundo. Muitas vezes os médicos levam amostras para a população que precisa dessa medicação não deixar de ser medicada”, denunciou.

Estado de Emergência faliu

Em relação ao Estado de Emergência decretado pelo governador Waldez Góes (PDT), que tinha como objetivo resolver de imediato a compra de medicamentos, entre outras medidas, a presidente do Sindmed disse que “houve pouco avanço na percepção do sindicato e da própria população”.

O secretário de Saúde, Pedro Leite, disse que não havia necessidade de paralisação, uma vez que o governo vem discutindo com as categoriais na Agenda do Servidor. No entanto, Ellen Melo não descartou a possibilidade de greve da classe médica. “A categoria pede uma agenda com o governador e uma resposta dos inúmeros ofícios que foram encaminhados do sindicato para a mesa de negociação”, concluiu.

Descontrole financeiro do governador Waldez ameaça o pagamento da folha dos servidores

0

Apesar do reajuste salarial das categorias de servidores ser importante para aquecer a economia amapaense, o governador Waldez Góes (PDT), por conta do descontrole financeiro com gastos injustificáveis e da falta de medidas efetivas para combater a crise, acabou diminuindo o cobertor do governo e deixou de dar aumento à maioria do funcionalismo do Estado, concentrando o impacto da data-base apenas na categoria da educação.

 

Para abafar o movimento dos professores da rede pública estadual – que já ameaçavam entrar em greve, Waldez garantiu que, até o próximo dia 10, fará uma folha suplementar da regência de classe dos profissionais cadastrados da educação de sala ambiente, da formação continuada e os do mandato classista. No total, são três mil servidores.

No entanto, entre a promessa e a realidade há um abismo imenso que se chama gestão. De janeiro até agora, o governador não tomou nenhuma medida para combater a suposta crise anunciada por ele, desde o início do ano. Pelo contrário, aumentou os gastos públicos tomando as seguintes medidas.

– Aumento do próprio salário de R$ 24 mil para R$ 30 mil;
– Aumento do salário do vice-governador de R$ 18 mil para R$ 28 mil;
– Aumento do salário de secretários e chefes de autarquias de R$ 8 mil para R$ 14 mil;
– Inchaço da folha de pagamento, que saiu de R$ 138 milhões para R$ 157 milhões;
– Contratação de 1.205 cargos de confiança somente até maio;
– Gasto de R$ 4,3 milhões com o carnaval;
– Gasto de R$ 1 milhão com a quadra junina;
– Criação da Secretaria de Desenvolvimento das Cidades (SDC) com 61 cargos em comissão;
– Criação da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá com outros 74 cargos;
– Criação de novos cargos de secretários-adjuntos;
– Manutenção de duas residências oficiais.

O governador Waldez Góes disse ainda, em sua agência oficial de notícias, que já em junho estará na conta dos professores a gratificação de 15% referente à regência de classe aos docentes, especialistas, pedagogos e auxiliares educacionais. E mais: que o pagamento do retroativo das gratificações, referente aos meses de abril e maio, será efetuado nos meses de agosto a novembro.

A ameaça de atraso na folha de pagamento é tão real que foi, inclusive, admitida pelo secretário de Saúde, Pedro Leite, em programa radiofônico nesta quarta-feira, 24, pela manhã, onde disse que “…para fechar a folha do mês de junho precisou o Estado desembolsar R$ 4 milhões para a Sesa”, e afirmou ainda “…que não sabe como fará para pagar a primeira parcela do décimo terceiro dos servidores da saúde”.

Além da regência, o governo terá de pagar, já em junho, as férias e 50% do décimo terceiro. Ou seja, na atual conjuntura econômica, para honrar esses compromissos, o governador terá que fazer algum remanejamento financeiro. Resta saber, portanto, de onde ele vai tirar dinheiro, se fará alguma ilegalidade e como vai repor esse recurso posteriormente.

1 212 213 214 215 216 231
Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com