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Em meio ao caos na saúde pública, governador Waldez anuncia a realização da 51ª Expofeira Agropecuária

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Em vez de dar respostas efetivas para as milhares de famílias e pacientes que procuram mensalmente a rede pública hospitalar do Estado em busca de atendimentos e não encontram por conta da falta de medicamentos, equipamentos e condições de trabalho aos servidores da saúde, o governador Waldez Góes (PDT) anunciou na manhã desta quarta-feira, 26, a realização da 51ª Expofeira Agropecuária, que acontecerá no período de 30 de outubro a 8 de novembro no Parque de Exposições da Fazendinha.

 

Ao mesmo tempo em que Waldez divulgava o evento num programa de rádio, a família do pequeno Henrique Katriel Souto, que nasceu há doze dias na Maternidade Mãe Luzia com problemas cardíacos, mesmo com decisão judicial, vive a angústia para transferir a criança através do Programa de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) ao Estado de Pernambuco.

Além da agonia, o que tem deixado a família mais revoltada é a falta de resposta por parte do Governo do Estado. No domingo, 23, por exemplo, estava tudo certo para os pais da criança viajarem, mas, de última hora, tudo foi cancelado. A próxima data foi marcada para esta quinta-feira, 27.

Mas não é só a família de Henrique que sofre. O internauta @emersonenf11 usou sua conta no Twitter para denunciar a precariedade no atendimento no Hospital de Clínicas Alberto Lima. “HCAL… Sem tomógrafo, sem RX, sem mamógrafo, USG não está funcionando e agora o ecocardiógrafo… Pagamos impostos para quê mesmo?”, desabafa.

A grave crise instalada na saúde pública estadual levou os três secretários nomeados por Waldez no início da gestão a entregarem os cargos. O Ministério Público do Estado (MPE) chegou à seguinte conclusão sobre o Estado de Emergência que foi adotado pelo governador pedetista: “Percebemos que não houve melhoria, mas pelo contrário, um agravamento da situação somada às informações que a Sesa [Secretaria de Estado da Saúde] passou pra gente sobre dificuldades financeiras para pagar folhas de pagamentos e honrar os contratos. (…). O próprio MS [Ministério da Saúde] diz que o problema é de gestão. O decreto não adiantou nada”, declarou o promotor André Araújo, da Promotoria de Defesa da Saúde Pública, que recomendou ao governo amapaense tratar a saúde com “prioridade”.

Tal recomendação do MP, segundo dona Raimunda do Socorro, que estava na fila da marcação de consulta, não é cumprida pelo chefe do Executivo estadual. “Em vez de pegar esse dinheiro que será jogado fora na Expofeira, por que o governador não dá pra saúde que está precisando?”, indagou a aposentada.

No rádio, o governador não falou dos gastos durante o evento, muito menos sobre a situação da saúde. De acordo com Waldez, a realização da Expofeira será um instrumento para superar a crise econômica.

Foto: John Pacheco

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