Aumento de impostos: em tempos de crise, prefeito Clécio castiga empresários e reajusta alvarás em 100%

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Ao invés de fazer o dever de casa e diminuir os custos da máquina pública do município, como reduzir serviços terceirizados e cargos em comissão, o prefeito de Macapá, Clécio Luís (PSOL), optou, para frear a crise econômica, aumentar a carga tributária castigando, principalmente, o pequeno e médio empresário.

 

Só para se ter uma ideia, o dono de uma loja do setor de materiais de construção pagou este ano, pelo Alvará de Funcionamento, R$ 2.532,00. Ano passado o valor foi de R$ 1.320,00. “Esse aumento deveria ser ao menos gradativo. É um absurdo fazer um aumento fiscal de quase 100% justamente em ano de crise no país, onde os empresários estão demitindo e reajustando suas atividades para tentar sobreviver à crise”, reclamou um empresário que preferiu não se identificar por medo de represália.

Resultado da nova política tributária da Prefeitura de Macapá, em dois meses esse empresário já demitiu três funcionários. “E se não melhorar vou ter que dispensar mais um e trabalhar com o mínimo de pessoal”, ponderou.

Somando o aumento da carga tributária feita pela Prefeitura de Macapá, mais a falta de investimento do Governo do Amapá, que é o principal fomentador da construção civil e, por tabela, aquece outros setores, só em julho deste ano 197 pessoas foram demitidas somente em Macapá.

Na prefeitura, os fiscais informaram que a votação do novo Código Tributário Municipal ocorreu em seção aberta e que os contabilistas do Estado foram convidados. No entanto, os principais interessados no assunto – os pequenos e médios empresários que seriam impactados pelo aumento tributário de cerca de 100% – não ficaram sabendo de nada. “Há uma insatisfação generalizada e por conta disso, para não fechar as portas, os empresários ainda vão demitir mais gente para poder fazer esses ajustes e sobreviver à crise econômica”, alertou.

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