Brincadeiras de rua são cada vez mais raras

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Quem nunca se deparou nos últimos anos com uma criança brincando no celular e disse: “na minha época não era assim”. Com a tecnologia cada vez mais presente na vida da população- incluindo das crianças- as brincadeiras de rua, que eram tradição dos anos 80 e 90 e marcaram a infância dessas gerações, estão cada vez mais esquecidas.

 

A violência nas grandes cidades também pode ser um fator grande para que elas sejam esquecidas.

Algumas brincadeiras ainda resistem na escola, mas outras estão quase em extinção. Que tal relembrar e até colocar suas crianças para se divertirem com as antigas brincadeiras?

Veja algumas que vale lembrar:

– Pega-pega: as crianças tinham que correr atrás dos coleguinhas, que tentava fugir. Quem nunca ficava irritado quando não conseguia pegar ninguém?

– Esconde-esconde: as crianças tinham que se esconder em diversos lugares e a “mãe” tinha que achar.

– Estátua: a criança não podia se mexer. Caso contrário, era eliminada.

– Cirandinha: as crianças ficam de mãos dadas enquanto giram e cantam cantigas de roda, como Ciranda, Cirandinha.

Tem ainda o cabo de guerra, amarelinha, as bolinhas de gude, pular corda, roubar bandeira, peão, fura-fura, entre outras.

“Quando eu era criança brincava na escola e na rua de casa de pular corda, elástico, de esconde-esconde. Essas eram as minhas preferidas. Já o meu irmão gostava mais de bolinha de gude e roubar bandeira. Mas sempre brincávamos. Quando íamos para aniversário, lembro que os palhaços sempre faziam a brincadeira da estátua. E eu adorava. Hoje não vemos mais quase essas brincadeiras. É incrível como se perdeu com o tempo”, detalha Helaine Freitas, de 30 anos, mãe da pequena Juliana, de seis anos, e do Caio, de 3 anos.

Ela conta que tenta fazer os filhos se acostumarem com essas brincadeiras antigas. “Eu sempre brinco com eles de brincadeiras de rua, mas é incrível como é difícil, já que eles não vêem os amigos brincarem. É comum vermos crianças brincando no celular. Elas não interagem”, completa.

A filha de Helaine conta que gosta das brincadeiras da mãe. “É legal quando ela inventa essa brincadeiras, mas eu também gosto muito de ficar jogando no celular. Só que a mamãe às vezes me proíbe e diz que eu tenho que ter brincadeiras de criança”, diz Juliana

Do DOL

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