Salários sobem apenas 0,24% na região Norte no 1º semestre, diz pesquisa

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O reajuste salarial médio dos trabalhadores da região Norte foi de 0,24%, em 2015. O percentual é o segundo mais baixo do País, se comparado a proporções médias de aumento observadas em outras regiões.

 

No Centro-Oeste, os salários cresceram apenas 0,17%, enquanto no Nordeste, onde a evolução foi a mais expressiva, o desenvolvimento registrado alcançou 0,72%. No Sul e no Sudeste, os avanços calculados ficaram bem próximos, sendo verificados em 0,58% e 0,50%, respectivamente.

Os números pertencem à pesquisa “Balanço das negociações dos reajustes salariais do 1º semestre de 2015”, produzida pelo Sistema de Acompanhamento de Salários do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (SAS-DIEESE). O estudo, divulgado nesta quinta-feira, 27, levantou os resultados obtidos pelas negociações salariais em 302 unidades das esferas privada e pública.

A variação salarial conferida nos Estados Nortistas foi a menor dos últimos oito anos. Em 2011, o aumento foi confirmado em apenas 0,36%, o segundo desenvolvimento mais tímido do período. Já 2012, com alta de 2,47%, foi o ano em que os salários mais foram ampliados, na região. Este cenário acompanha o contexto nacional. O reajuste médio confirmado no Brasil, em 2015, foi de 0,51% – também o mais baixo dos últimos oito anos. Em 2012, a alta foi recorde, de 2,14%, e em 2009, menos agressiva, ficando em 0,74%.

Todos os reajustes de 2015 pertencem a unidades de negociação com data-base no primeiro semestre. Porém, nem sempre elas negociaram reajustes no mesmo período do ano, de acordo com a explicação técnica do DIEESE. Sete das 302 unidades de negociação analisadas tinham, antes de 2015, data-base no segundo semestre. Não se trata, portanto, de comparação entre reajustes de primeiros semestres, mas, sim, entre reajustes de mesmas unidades de negociação. No primeiro semestre de 2015, aproximadamente 69% das negociações de salário, analisadas pelo SAS-DIEESE, conquistaram aumentos reais. Os reajustes acima da inflação se concentraram na faixa de até 1% de ganho real.

Segundo o Dieese, um número significativo de negociações obteve reajustes iguais à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), correspondendo a quase 17% do painel. Os reajustes salariais que não repuseram a inflação alcançaram quase 15% das negociações. As perdas se situaram, na maioria dos casos, nas faixas de até 2% abaixo da inflação. Quando comparados aos reajustes obtidos pelas mesmas categorias nos últimos oito anos, é possível notar um aumento na proporção de reajustes iguais e abaixo do INPC-IBGE.

De O Liberal

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