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Papa Francisco facilita processo para que católicos divorciados se casem de novo

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Entre as medidas anunciadas nesta terça está concessão de poder aos bispos para cancelarem união em determinados casos

 

O Papa Francisco surpreendeu mais uma vez e anunciou, nesta terça-feira (8), um conjunto de medidas para facilitar a anulação de casamento na Igreja Católica. Entre os tópicos, destacam-se a eliminação da segunda revisão por um clérigo para que a união possa ser cancelada, a concessão de poder aos bispos para possam fazer o procedimento em determinadas circunstâncias, como a existência de caso extraconjugal.

Além disso, segundo o pontífice, o processo deve ser grátis, sendo necessário apenas o pagamento de uma taxa para custos administrativos. As medidas foram anunciadas por meio de dois documentos “motu proprio” que traduzidos do latim querem dizer “por iniciativa própria” do Papa. O documento foi redigido pelo Papa e altera a maneira como os católicos podem obter as anulações.

A medida era esperada por casais que se divorciaram e voltaram a se casar sem a anuência da instituição. Na semana passada, o pontífice já havia demonstrado que realizaria tais mudanças.

Sem uma anulação, católicos que se divorciam e se casam novamente são considerados adúlteros e não estão autorizados a receber a comunhão.

A Igreja não reconhece o divórcio, partindo do pressuposto que o casamento é eterno. Essas reformas radicais devem abrir caminho para decisões livres de burocracia e aceleradas. Até agora, esses procedimentos eram vistos como obscuros e burocráticos.

Devido a essa complexidade, os casais normalmente recorrem a especialistas para guiá-los através de procedimentos de anulação. E isso significa que chegar ao objetivo final pode sair caro.

O próprio pontífice já havia reconhecido isso em 2014, ao dizer que o processo é tão longo e oneroso que “algumas pessoas acabam desistindo”.

Para se ter uma ideia, apenas 61% dos católicos africanos que solicitaram anulações em 2012 concluíram o processo, de acordo com um estudo realizado pelo Centro da Universidade de Georgetown. No mundo ocidental, onde os católicos podem dar ao luxo de contratar advogados canônicos, o percentual é de 86%.

De O Globo

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