Substituição dos professores do contrato da educação atrasa o início das aulas na rede estadual

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Incompetência, improviso, falta de prioridades… É difícil entender a causa de três adiamentos consecutivos do início do ano letivo de 2015. O governo alega que o quadro de professores da Secretaria de Estado da Educação (Seed) é insuficiente para atender a demanda. E, por esse motivo, vai precisar contratar novos temporários. Pergunta-se: por que Waldez simplesmente não renovou o contrato dos que já estavam trabalhando?
Nas conversas de corredores, o que mais se fala é que o governador precisava cumprir compromissos políticos com seus aliados. Daí, juntou a fome com a vontade de comer: contratar mais de dois mil servidores temporários. Segundo técnicos da Seed, para iniciar as aulas bastava que o pedetista renovasse os contratos dos professores que estavam em sala de aula até dezembro de 2014.
Foi o que ocorreu em 2011, na gestão do então governador Camilo Capiberibe (PSB), que, ao assumir e para não deixar atrasar o início das aulas, renovou todos os contratos administrativos existentes.
Na época, a gestão de Pedro Paulo e Waldez Góes deixou quatro meses em atraso dos salários dos servidores da Unidade Descentralizada em Educação (UDE), quatro meses dos vigilantes, mais seis meses em atraso o pagamento do transporte escolar e sete meses do aluguel dos prédios da Diocese de Macapá, nem assim foi adiado o início do período letivo.
Os técnicos lembraram ainda que o governador Waldez não só tem a prerrogativa de renovar os contratos administrativos como pode chamar os classificados do concurso da educação realizado em julho de 2012.
O certo é que, com o atraso do início das aulas, os principais prejudicados serão os estudantes amapaenses, que terão um ano letivo irregular com perdas graves no processo de ensino e aprendizagem.

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