Restaurante Popular não suporta demanda e prefeitura descarta funcionários do empresariado local

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Nesta terça-feira, 29, a secretária de Desenvolvimento Econômico de Macapá, Sueli Colares, foi clara durante entrevista a uma emissora de televisão ao declarar que o Restaurante Popular é para atender a população carente e não os funcionários do empresariado local, que, por sinal, são orientados a procurar o restaurante do Sesc.

 

Partindo da tese defendida por ela, então o empreendimento serve somente para atender quem mora no Pacoval – onde o mesmo fica localizado – e moradores de bairros adjacentes, como por exemplo, Perpétuo Socorro, Cidade Nova e Jesus de Nazaré, já que se torna inviável para uma pessoa carente que mora no extremo das zonas Norte e Sul fazer o deslocamento a fim de almoçar. Primeiro pelo custo benefício, pois, para se chegar até o Restaurante Popular o cidadão de baixa renda terá de desembolsar R$ 5,50 com passagem de ônibus para ir e voltar.

Para uma pessoa carente, essa quantia alimenta a família inteira comprando, por exemplo, meia dúzia de ovos e meio quilo de farinha. Logo, o deslocamento para adquirir um almoço de R$ 3,00 não seria alternativa recomendável, até porque esse cidadão correria o risco de ficar sem a boia, já que são servidas apenas 200 refeições por dia e a fila começa às 10h.

É justamente nesse ponto que começam as reclamações. Na segunda-feira, 28, ao meio-dia o restaurante estava fechado porque a cota diária havia acabado. Na terça a situação não foi diferente e muitas pessoas que estavam há mais de 30 minutos na fila tiveram de procurar outro lugar para comer porque foi atingida a cota de 200 refeições.

“Fazem a propaganda como se o restaurante fosse para todos e agora mudam o discurso. Isso é uma falta de respeito com o cidadão”, reclamou a comerciária Regina dos Anjos.

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