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Professor acusado de racismo é demitido de universidade

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O professor Manoel Luiz Malaguti Barcelos Pancinha, acusado de ter dado declarações racistas dentro de sala de aula, foi demitido da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A decisão é resultado do processo administrativo disciplinar ao qual o docente respondia por conta das polêmicas declarações.

 

De acordo com a assessoria de comunicação da Ufes, o professor já foi comunicado da decisão e já assinou sua demissão. Ele, no entanto, ainda pode recorrer contra essa decisão na Justiça ou no Conselho Universitário.

O caso

Segundo os alunos, Manoel Malaguti teria dito que “detestaria ser atendido por um médico negro ou advogado negro” e que “o nível intelectual da Ufes reduziu-se com a presença de negros cotistas”. O fato ocorreu no dia 3 de novembro do ano passado.

A partir da formalização da denúncia, a Ufes afastou o professor do exercício de sua função e instituiu uma Comissão de Sindicância para, num período de 30 dias, colher os depoimentos dos envolvidos e elaborar um relatório sobre a conduta do docente. No entanto, mesmo afastado e não frequentando sala de aula, o professor continuou recebendo seu salário.

Quatro meses depois do afastamento, Malaguti voltou a dar aulas, mas enfrentou um protesto dentro da sala de aula feito por estudantes de diversos cursos da universidade. Cerca de 20 alunos entraram em uma aula do professor com uma faixa no rosto escrita “Racismo Institucional”. O protesto durou alguns minutos.

Dias depois do ocorrido, Malaguti falou com exclusividade ao Jornal Online Folha Vitória e reafirmou as declarações dadas em sala de aula. Com relação aos alunos cotistas das universidades, o docente afirmou que “a maioria sai das escolas praticamente analfabetos” antes de iniciar o ensino superior.

Com informações do portal Folha de Vitória

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