Caos se instala no extremo Norte do Amapá: faltam médicos, energia e merenda escolar

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Se no passado o hospital de Oiapoque – inaugurado em dezembro de 2013 – era motivo de orgulho para quem morava naquele município, hoje a realidade é completamente diferente. Dos 12 médicos, das mais variadas especialidades que atuam naquela unidade de saúde, só existem dois clínicos gerais, sem contar a falta de remédios e outros correlatos.

 

A representante de uma ONG, que preferiu não ser identificada, disse que na última Reunião da Comissão Mista de Cooperação Transfronteiriça Brasil e França, que ocorreu em Macapá, o Governo do Amapá mentiu ao falar da realidade da saúde de Oiapoque.

“O governo daqui [Amapá] diz que está tudo bem, mas o governo francês sabe que a realidade é outra, principalmente quando surge uma demanda dos garimpos clandestinos, onde a Guiana Francesa presta somente os primeiros socorros e envia o doente para Oiapoque e lá ele fica sem assistência médica”, informou.

Na área indígena a situação é ainda pior. Algumas aldeias estão há mais de seis meses sem energia elétrica e outras, como por exemplo, Ariramba e Kumenê, fazem coleta para garantir a iluminação.

No que se refere à educação, os estudantes de todas as escolas públicas do Estado estão saindo mais cedo, como ocorre em Macapá, por falta de merenda. E os estudantes ainda se queixam da péssima qualidade do transporte escolar. “É sujo, cheio de poeira e sem nenhuma segurança”, reclamou a estudante Nathália dos Santos, da Escola Joaquim Nabuco.

“Aqui em Oiapoque estamos abandonados pelo Poder Público, seja ele municipal ou estadual. Falta segurança, educação, saúde, energia e emprego. Se aí na capital, na sede do governo, as coisas estão ruins, é só imaginar como está vida aqui no extremo Norte do Brasil”, lamentou a professora Rosângela Nogueira.

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