Governo e prefeitura não atendem reivindicações e vítimas do incêndio no Perpétuo Socorro invadem área

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Não houve jeito. As famílias que tiveram suas casas destruídas por um incêndio ocorrido em outubro de 2013 numa área de ressaca no bairro Perpétuo Socorro já começaram a ocupar o local. Disseram que estão cansados das promessas tanto do Governo do Estado quanto da Prefeitura de Macapá, que não apontam uma solução definitiva para o problema.

 

“O aluguel social está atrasado, as famílias que o utilizam são humilhadas pelos locatários que todos os dias nos ameaçam de despejo e, quando vamos atrás de outro imóvel para alugar, temos não como resposta quando o proprietário é informado de que quem pagará será o governo e a prefeitura. Estamos cansados do descaso dos governantes”, desabafou Marcelo Silva, um dos líderes do movimento que novamente optou por ocupar a área.

Para esta sexta-feira, 11, eles têm outra reunião na Secretaria de Estado da Inclusão e Mobilização Social – ontem ocorreu o primeiro encontro sem que houvesse nenhum avanço –, mas os barracos já estão sendo levantados.

“Não adianta. Se eles não podem nos dar uma nova moradia e não garantem em dia o pagamento do aluguel social, só nos resta voltar para o local onde morávamos e aguardar por eles nas próximas eleições, que é quando quem está no poder lembra que o povo existe”, disparou Marcelo.

No total, segundo os líderes da ocupação, são em torno de 300 famílias. Todos os lotes já foram demarcados obedecendo à ordem onde cada pessoa morava. “Todo mundo aqui se conhece e sabe onde era sua casa. Tudo será feito de forma organizada”, garantiu Marcelo.

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