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Preço da farinha no Amapá dispara por falta de investimentos do governo Waldez e pode chegar a R$ 10 o quilo

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Não se assuste se até o final de 2016 você estiver pagando R$ 10 no quilo da farinha. Hoje o preço custa R$ 6 em média. E o motivo para esse aumento está ligado diretamente à falta de investimentos do governador Waldez Góes (PDT).

 

Só para se ter uma ideia, em 2015 foi assinado um único convênio com a Federação dos Agricultores do Estado do Amapá (Faeap) no valor de R$ 145.799,00; já em 2014, último ano da gestão do ex-governador Camilo Capiberibe (PSB), foi repassado em convênios o valor de R$ 2.329.713,00, beneficiando 17 associações de agricultores nos 16 municípios do Estado. Os dados estão no Portal da Transparência do Governo do Amapá.

O resultado disso pode ser visto no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que confrontou a produção de 2014 com 2015, onde foi detectada uma queda de 13,79% no plantio da mandioca. Aliás, houve um registro na queda da área plantada na maioria das culturas agrícolas, com exceção da soja com pequeno aumento, mas com redução de ganhos.

O técnico do Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap), Antônio Almeida, confirmou que este ano o Amapá terá uma drástica redução na oferta de farinha de mandioca por conta da falta de matéria-prima. De acordo com ele, a safra de mandioca é anual, ou seja, teria de ter sido plantada no ano passado para colher neste ano. Providência que não ocorreu.

Em 2010 a farinha estava a R$ 8,00/litro. No final de 2014, devido aos investimentos no setor, o litro custava entre R$ 1,50 e R$ 2,50. Hoje o produto já custa R$ 4,50. “E esse valor vai disparar porque estamos importando farinha do município de Bragança/PA e lá o preço já atingiu os R$ 10/kg. Aqui, esse problema ocorreu pela interrupção do Protaf [Programa Territorial de Agricultura Familiar e Floresta] no ano passado. Por isso, a população terá em breve escassez na oferta de farinha e o consequente aumento do preço”, avaliou o extensionista Antônio Almeida.

Além da ausência de programas para fortalecer a agricultura familiar, o que também tem encarecido o preço da farinha é a falta de transporte dos produtos. Até o final de 2014, na gestão do então governador Camilo Capiberibe, o Estado garantia o pagamento dos chamados caminhões da feira. Hoje, cada agricultor tem de pagar R$ 30 tanto na vinda quanto na ida.

Outro fator é que no ano passado, por exemplo, todos os projetos voltados à agricultura familiar foram suspensos pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural (SDR), inclusive o Protaf, que, de 2012 a 2014, beneficiou mais de mil agricultores.

Paralelamente a esse projeto, o ex-governador Camilo Capiberibe criou o Programa de Recuperação e Desenvolvimento da Agroindústria do Amapá (Pro-Agroindústria), coordenado pela Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), que consistia na construção de novas casas de farinha com forno manual e mecanizado.

“Sabemos da importância da farinha na mesa dos amapaenses, por isso, pensamos num programa que melhorasse a qualidade do produto e se gastasse menos tempo no preparo. Mas, infelizmente, estamos vivendo o retrocesso nos campos do Amapá e quem sofre é o agricultor e o povo”, destacou o ex-governador.

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