Réu por improbidade é reeleito presidente da Assembleia Legislativa

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Do Amapá 247

Afastado da Presidência da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) desde 2012, réu em diversas ações e respondendo a várias denúncias formuladas pelo Ministério Público do Estado (MP/AP), o deputado estadual Moisés Souza (PSC) foi reeleito presidente do Legislativo amapaense nesta segunda-feira (2)

 

aleap 1Diferente de 2011, quando foi eleito pela primeira vez presidente com apenas nove votos, dessa vez Moisés não teve adversário e foi reeleito com o apoio de 15 deputados. A Mesa Diretora terá como 1º vice-presidente o deputado Kaká Barbosa (PT do B) e 2º vice-presidente a deputada Roseli Matos (DEM), ambos também denunciados pelo Ministério Público por improbidade administrativa.

Moisés responde por improbidade administrativa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e outros crimes, todos relacionados ao suposto desvio de recursos do próprio Legislativo. As denúncias contra o deputado tiveram início em 2012, logo após a Operação Eclésia realizada pelo MP/AP, que revelou uma série de esquemas de corrupção dentro do Poder Legislativo amapaense.

O material apreendido nas dependências da Assembleia Legislativa e nas residências dos envolvidos vem sendo analisado e investigado criteriosamente pelo MP-AP, dando início às ações de improbidade administrativa e ações criminais que apontam o desvio de mais de R$ 50 milhões de recursos públicos.

No esquema de corrupção estão envolvidos deputados, servidores e empresários. Moisés e  os ex-deputados Eider Pena e Edinho Duarte aparecem em todas as ações ajuizadas pelo MP/AP. Eider Pena desistiu de disputar o pleito de 2014, porém elegeu a esposa Edina Alzier como deputada. Já Edinho Duarte foi impedido de disputar o pleito pela lei da Ficha Limpa

Em 2014, os escândalos na Assembleia do Amapá ganharam destaque no programa Fantástico da Rede Globo e em outros veículos de comunicação de alcance nacional. Mesmo com a repercussão da crise ética no Legislativo, o deputado Paulo Lemos (PSOL) não conseguiu sequer formar uma chapa para disputar a eleição com Moisés Souza, que vai administrar um orçamento de mais de R$ 160 milhões em 2015.

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