Governo deixa de pagar as escalas extras há três meses e atendimento na Nefrologia é prejudicado

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Na tarde desta terça-feira, 2, um paciente que teve desmarcada por duas vezes a sessão de hemodiálise no Centro de Nefrologia do Estado entrou em desespero e, como forma de protesto, quebrou uma balança.

 

O Sindicato dos Profissionais de Saúde do Amapá (Sindsaúde), que paralisou as atividades de 1 a 3 de fevereiro, disse que, mesmo por lei ser obrigado a deixar 30% dos servidores no local de trabalho, na Nefrologia cerca de 70% estão presentes.

“Na verdade, não foi a falta de profissionais como parte da imprensa noticiou, e sim as condições de trabalho que não temos”, justificou o presidente do Sindsaúde, Ismael Rodrigues, ao afirmar que o governo não paga as escalas extras há três meses. “E na Nefrologia funciona 24 horas, muitos trabalhadores têm se desdobrado, mas vários deles estão no limite”, ponderou.

A paralisação do setor da saúde ocorre por conta de que o governador Waldez Góes (PDT) não honrou nenhum dos compromissos assumidos durante a greve da categoria ocorrida ano passado, quando ele prometeu que pagaria, a partir de janeiro deste ano, as quatro parcelas da Gratificação de Assistência à Saúde (GAS) referentes aos meses de abril, maio e junho de 2015.

“Além da GAS, os plantões extras estão atrasados desde novembro. A secretária Renilda Costa (Sesa) se recusa a atender o sindicato e o governador Waldez age da mesma forma, sem cumprir a palavra que deu, não nos restando outra alternativa senão partir para a greve, caso não tenha nenhuma negociação”, avisou Ismael Rodrigues.

A Secretaria de Saúde alegou que aguarda a abertura do orçamento do Estado para iniciar o processo de regularização das escalas atrasadas.

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