Sem política clara de investimentos na segurança pública por parte do GEA, criminalidade avança no Amapá

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Homicídios, assaltos, execuções e a população fazendo justiça com as próprias mãos. Essa é a realidade constatada diariamente no Amapá devido à falta de uma política clara de investimentos por parte do Governo do Estado na área da segurança pública.

 

Nos últimos dias, alguns acontecimentos levantaram debate no meio da sociedade e mostram que o governo está omisso diante do descaso que vem ocorrendo.

Na noite da última terça-feira, 16, quatro elementos, sendo dois armados com revólveres e dois com facas, entraram em um ônibus que faz a linha Macapá/Fazendinha/Santana/Macapá e, quando o coletivo trafegava em frente à Expofeira, no Vale Verde, anunciaram o assalto, disparando um tiro dentro do coletivo que, segundo testemunhas, por milagre não atingiu nenhum passageiro. Os assaltantes roubando dinheiro (quantia não revelada), celulares e joias.

Na manhã desta quinta-feira, 18, dois corpos foram encontrados às margens da Rodovia Norte/Sul. De acordo com a polícia, o episódio pode ter relação com acertos de contas.

A polícia reclama que, em muitos casos, há falta de viaturas, combustível e condições de trabalho para melhor atender a população.

“O governo alardeou que com a chegada do helicóptero GTA, todos os problemas da segurança pública estariam resolvidos, mas na verdade o que vemos é o aumento da criminalidade”, disse José Nascimento, morador do Araxá.

O governador Waldez Góes (PDT) anunciou em dezembro que mais de 50 novas viaturas seriam entregues em janeiro. No entanto, até o momento nada foi feito.

A resposta para a onda de criminalidade registrada na capital, segundo o ex-secretário de Segurança Pública, Marcos Roberto, seria a expansão do policiamento comunitário. Contudo, segundo ele, o que acontece é o esvaziamento do trabalho que vinha sendo desenvolvido no governo anterior.

“Como é o caso das unidades do Brasil Novo, Macapaba, Igarapé Fortaleza, área portuária de Santana e Araxá. No Macapaba, tínhamos 25 policiais e duas viaturas. Hoje, há somente dois policiais. No Igarapé da Fortaleza, transformaram a unidade em Central de Flagrantes”, exemplificou.

Marcos Roberto disse também que nos quatro anos da gestão do ex-governador Camilo Capiberibe (PSB) foram registrados quatro homicídios dentro do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá. No atual governo, em apenas um mês – dezembro de 2015 -, foram cinco.

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