Associação que atende autistas segue trabalhando sem apoio do Estado nem da Prefeitura

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A Associação de Pais e Amigos do Autista do Estado do Amapá (AMA), que já chegou a atender 101 pessoas entre crianças e adolescentes e hoje só tem condições de trabalhar com 40, sobrevive mantida pelos próprios pais e amigos da instituição. Mas o que é arrecado não cobre as despesas e a AMA já acumula um déficit que preocupa a sua direção.

capi AMAEssa situação foi verificada “in loco” pelo senador João Capiberibe (PSB), que visitou a AMA nesta sexta-feira, 26. Em conversa com a presidente da instituição, Jani Betânia, ela contou que a diminuição do número de atendimentos se deu em função da perda do patrocínio da Petrobras em 2015. Disse ainda que a Prefeitura de Macapá, na atual gestão, celebrou um convênio com Associação, mas que não cumpriu com o que foi acordado.

A AMA é uma entidade sem fins lucrativos, que possui um corpo técnico composto por psicólogos, pedagogos e atendentes terapêuticos.

Segundo a presidente, a instituição precisa de R$ 25 mil em média, por mês, para manter suas atividades. O senador lembrou que a Assembleia Legislativa gasta um exagero com verba indenizatória para exercício dos mandatos. O custo mensal com um deputado estadual equivale ao que a AMA precisa anualmente, cerca de R$ 300 mil.

Capiberibe colocou a sua equipe técnica à disposição da AMA para juntas fazerem gestão junto aos órgãos federais vinculados à atividade fim da instituição no sentido de captar recursos financeiros para a sua manutenção.

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