Fluxo de passageiros no aeroporto de Macapá cai 25% em janeiro comparado com o mesmo período de 2015

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A paralisia e a recessão da economia amapaense não atingem só o comércio, que encerrou o ano de 2015 com a segunda pior colocação no fechamento de lojas, conforme apontou a Confederação Nacional do Comércio. Os dados negativos atingem também o fluxo de passageiros no terminal do Aeroporto Internacional de Macapá.

 

De acordo com os dados disponíveis no site da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (http://www.infraero.gov.br), em janeiro de 2014 foi registrada uma movimentação de 72.440 passageiros. Em 2015, caiu para 66.031, ou seja, – 9% a menos. Este ano, passaram pelo aeroporto 54.061, ou – 25%.

De acordo com o vice-presidente da Associação de Turismólogos e Profissionais de Turismo (ABBTUR), Sandro Belo, os anos de 2012 a 2014 foram o período em que o Amapá teve a maior expansão da malha aérea, quando houve a entrada de duas novas empresas (Sete e Azul) e as quantidades de voos duplicaram. “E os preços das passagens aéreas obtiveram um decréscimo”, avalia.

O que levou à situação de retrocesso na malha viária, segundo Sandro Belo, é devido ao fato de o atual governo ter elevado a cobrança do ICMS sobre os combustíveis e, com isso, a empresa Sete já deixou de operar no mercado e as opções de voos reduziram drasticamente, assim como os preços. “O que acaba isolando o amapaense que deseja viajar a lazer, negócios, estudos e dificultando até o tratamento de saúde fora do Estado”, ressalta.

Já para a economia local, perdem os hotéis, taxistas, artesãos e empreendimentos gastronômicos que geram milhares de empregos e dependem desse cliente/turista. “A falta de uma postura do governo diante desse quadro só dificulta a situação, pois o Amapá é o destino mais caro em se tratando de transporte aéreo para o turista. Estados como o Pará, que concederam redução na alíquota de ICMS do QAV das aeronaves para 3%, além de sofrerem menos com a crise nacional, implementaram voos para Miami, Caiena, Lisboa, Havana, etc.”.

O governo não quis se pronunciar sobre os indicadores negativos e o aumento do ICMS.

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