Depois da Ueap, servidores do setor econômico também entram em greve contra o parcelamento de salários

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Em resposta à decisão do governador Waldez Góes (PDT) de parcelar em duas vezes os salários de março dos servidores públicos estaduais, a Universidade do Estado do Amapá (Ueap), que já estava em greve, recebeu na manhã desta segunda-feira, 28, a adesão dos trabalhadores do setor econômico, os quais deliberaram em assembleia geral que vão paralisar suas atividades a partir do dia 1º de abril.

 

Além das duas categorias, servidores de diversos setores se uniram na tarde de hoje na primeira manifestação do funcionalismo que ocorreu na Avenida FAB, ao lado da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan). O ato aconteceu no momento em que a equipe de governo recebia os representantes das categorias para iniciar o diálogo em torno da Agenda do Servidor.

Os trabalhadores pressionam o governador a voltar atrás da decisão. “Isso é inadmissível. Sabemos que há recursos, mas Waldez não toma nenhuma medida no sentindo de cortar gastos com contratos administrativos, cargos comissionados, além de manter duas residências oficiais e ter aumentado o seu próprio salário e do primeiro escalão”, disparou Aílton Costa, do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação do Amapá (Sinsepeap).

Em nota, a Associação dos Delegados de Polícia do Amapá (Adepol/AP) também se manifestou contrária à decisão do governador. “Vimos a público manifestar o mais veemente repúdio à infeliz e covarde atitude de parcelamento de salários dos servidores públicos do Poder Executivo do Estado do Amapá, ação sorrateira e desleal, a qual prejudica milhares de famílias amapaenses, e logo num momento tão crítico da vida econômica do País e do Estado do Amapá”.

Os delegados também criticaram, segundo eles, a desastrosa política econômica adotada pelo atual governo. “Paralelo a tudo isso, logo no início de sua gestão, concedeu o mesmo governo um aumento generoso na ordem de quase 20% a si próprio, a seus secretários e as classes de procuradores e fiscais do Estado, contrariando a mesma lógica fatalista e apocalíptica de falta de recursos e escassez financeira que usa para justificar essa inconstitucional e aberrante medida administrativa! Escassez financeira e falta de recursos para as atividades sérias! Final do mundo e caos para atender às necessidades básicas de quem trabalha e da população em geral!”, diz parte da nota.

O governador Waldez ainda não se posicionou sobre o assunto. Apenas o secretário da Seplan, Antônio Teles Júnior, tem informado que a decisão do governo é em razão da queda na arrecadação.

Até o fechamento desta reportagem não havia nenhuma informação do que ficou acordado na reunião entre a equipe de governo e os representantes das categorias.

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