Descontrole: folha de pessoal aumentou R$ 180 milhões em 2015 comparado com o ano de 2014

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Os gastos desenfreados com a folha de pessoal são exemplos do desequilíbrio financeiro nas contas do governo. No primeiro ano de mandato do governador Waldez Góes (PDT), a folha do Estado custou R$ 2.084.098.634,71. No último ano da gestão do ex-governador Camilo Capiberibe (PSB), o custo com o pagamento dos servidores chegou a R$ 1.903.190.685,77, portanto, houve uma elevação de mais de R$ 180 milhões. Entre os salários que tiveram aumento estão o do próprio governador, do vice-governador e do primeiro escalão.

 

Veja tabela (1) fonte: site do Portal da Transparência do GEA

tabela 3

O primeiro ano da gestão pedetista começou com as mesmas práticas de inchar a folha de pagamento com cargos comissionados e contratos administrativos. O governador Waldez, em vez de cortar gastos, em apenas um ano aumentou em pelo menos 1 mil novos cargos que impactaram a folha, causando grande desequilíbrio financeiro.

Essa realidade de descontrole na folha de pagamento, principalmente com a colocação de cargos e contratos administrativos, levou o governador Waldez a anunciar o parcelamento da folha de pagamento em duas vezes: 60% dia 31 de março e os outros 40% dia 10 de abril de 2016.

“Enquanto a folha de pagamento cresce com a nomeação de cabos eleitorais, os concursados da saúde de 2012 aguardam o chamamento. E para piorar, por conta do empreguismo, o recurso que poderia ser investido em outras áreas fica comprometido com o pagamento da folha. Com isso, acontece o que estamos vendo, que é a estagnação quase total do Estado, paralisação de obras, falta de pagamento para as empresas terceirizadas, vigilantes, caçambeiros, transportadores escolares, merendeiras e os beneficiários do Renda para Viver Melhor”, avalia o ex-secretário de Planejamento, Juliano Del Castilo.

Crescimento na arrecadação federal

Apesar das lamentações do governo Waldez sobre queda na arrecadação em relação às transferências do FPE, houve crescimento nominal de R$ 103 milhões no Fundo de Participação dos Estados em 2015 se comparado com 2014. Esse repasse federal do FPE representa 70% dos recursos que o Estado do Amapá tem para pagar suas contas.

Veja tabelas (2) e (3) fonte: site da Secretaria do Tesouro Nacional

tabela 2 tabela 1

Qualquer dúvida é só acessar site da Secretaria do Tesouro Nacional aqui: http://www3.tesouro.gov.br/estados_municipios/estados_novosite.asp

Houve, sim, queda na arrecadação de ICMS, no entanto, a própria administração atual é responsável pela redução. O governo paralisou o conjunto de obras que estavam em andamento com recursos do BNDES, além das medidas equivocadas na política econômica como o aumento das alíquotas do ICMS de vários produtos como bebidas, combustível, etc., atingindo empresários e o consumidor, e mais as reduções de benefícios tributários que o governo passado tinha garantido a vários setores da economia amapaense como farmácia, panificação e outros que garantiam mais movimentação econômica, porém foram retirados pelo governo Waldez.

Esse conjunto de erros levou o governo a enfraquecer a economia e arrecadar menos ICMS, o qual representa cerca de 27% do total dos recursos que o Estado tem para pagar suas contas.

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