Waldez mente em relação à dívida de R$ 6 bilhões do Estado, diz o Relatório de Gestão Fiscal

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Desde o início do ano que o governador Waldez Góes (PDT) e seu secretário de Planejamento, Antônio Teles Júnior, dizem para a população que a dívida herdada do governo anterior era de R$ 6 bilhões, mas o Relatório de Gestão Fiscal do último quadrimestre mostra que os dois estavam mentindo. A dívida, na verdade, é de R$ 2.483.028.270. Número bem maior que a herdada na gestão de Camilo Capiberibe, que foi de R$ 2,9 bilhões, cuja maior parte era da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), que foi feita no governo Waldez entre 2003 e 2010 no valor de R$ 1,4 bilhão.

 

“Eles usam de malandragem para dizer que essa dívida foi feita pelo nosso governo e tentam inflar a dívida para esconder a incapacidade de resolver os problemas”, comentou o ex-secretário de Estado do Planejamento, Juliano Del Castilo.

Sobre as obras paralisadas, Castilo lembrou que hoje a situação do Estado junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é confortável, bem diferente do cenário de 2011, quando o Estado, sem credibilidade, teve de devolver R$ 15 milhões à instituição, além de ter passado o ano inteiro tentando reestabelecer uma relação de confiança.

“Se o Estado fizer o seu dever de casa, pode acessar imediatamente o recurso e retomar obras importantes como a maternidade da Zona Norte, Hospital da Criança, estrada de Mazagão Novo, entre outras”, destacou, afirmando que o atual governo precisa acabar com a cortina de fumaça que esconder sua dificuldade para acessar esses recursos.

O ex-secretário argumentou ainda que crise econômica pela qual passa o Amapá e o Brasil não começou em janeiro de 2015. “Ela vem ocorrendo desde 2011, mas a diferença é que o nosso governo teve habilidade e gestão para vencer os desafios e, ao invés de aumentar nossos próprios salários, procuramos trabalhar para tirar o Amapá da crise e ainda gerando emprego”, lembrou Juliano Del Castilo.

DIVIDAO ex-secretário de Planejamento rebateu, também, a acusação de seu sucessor quando afirmou que as quedas dos recursos federais começaram na gestão atual: “Eles (Teles Júnior) querem a todo custo dizer que o FPE (Fundo de Participação dos Estados) começou a cair neste ano. Na realidade, esse arrocho começou no ano passado, pois perdemos R$ 155 milhões, além de termos ficado manietados por conta de bloqueios judiciais no montante de R$ 90 milhões. Eles fazem questão de não deixar claro que a política econômica de contenção de gastos do Governo Federal começou a ser injetada pelo Governo Federal ainda no ano passado, com o contingenciamento nos repasses aos Estados feito pela presidente Dilma Rousseff, e quem mais sofreu com isso foi o Amapá, cujo orçamento representa 70% dos repasses da União”.

Até o fechamento desta matéria (19h), a Secretaria de Estado da Comunicação não respondeu as seguintes perguntas formuladas pelo MZ:

1) Governador, no seu discurso de posse o senhor afirmou que teria herdado uma dívida de R$ 6 bilhões contraída na gestão anterior, no entanto, o Relatório de Gestão Fiscal mostra que a dívida contratual do governo é de R$ 2,4 bilhões e se refere a todas as gestões desde a criação do Estado. Por que essa discrepância entre o que senhor fala e o relatório oficial produzido no seu governo?

2) Governador, a maior parte dessa dívida é referente ao processo de federalização da CEA, cuja dívida, de R$ 1,4 bi, foi gerada entre 2003 e 2010, período no qual o senhor governou. O senhor acha justo atribuir os males que o senhor causou a outros gestores?

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