GEA mente quando diz que há erro na construção da ponte do Rio Matapi, aponta comissão da Assembleia Legislativa

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O deputado Max da AABB (PSB), em visita com a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, constatou que um dos principais discursos do Governo do Estado em relação às obras da ponte do Rio Matapi caiu por terra. O argumento é de que a obra foi construída, de forma proposital, fora do eixo, o que pode causar prejuízos de R$ 45 milhões aos cofres públicos.

 

No entanto, os engenheiros responsáveis pela obra – CR Almeida – foram categóricos ao afirmar que a ponte não pode acompanhar a curvatura da estrada e que o projeto executivo, feito em 2013, segue o projeto básico que foi iniciado e licitado ainda na gestão de Waldez Góes (PDT).

PONTE MAX 02“A Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa veio justamente para tirar essas e outras dúvidas em relação à ponte. Ouvir a parte técnica de quem realmente entende do assunto é fundamental para restabelecer a verdade dos fatos”, comentou o deputado Max da AABB.

Outro detalhe informado aos deputados foi de que a única mudança ocorrida no projeto, mas que não alterou seu eixo, feito por determinação da Marinha, que solicitou que a ponte fosse mais alta para permitir a navegação.

“A cabeceira da pista não é de responsabilidade da CR Almeida, nossa missão é construir somente a ponte. Essa parte ficará sob o encargo da Setrap [Secretaria de Estado dos Transportes”, explicou o engenheiro Clemir Antunes, que acompanhou os deputados durante a visita.

Pelo projeto inicial, a ponte teria um custo maior aos cofres públicos, já que seria construída no modelo de ponte estaiada – suspensa por cabos -, que custaria inicialmente R$ 112 milhões. Contudo, para reduzir os custos, a gestão de Camilo Capiberibe optou por um modelo mais simples, que, com a conclusão do projeto executivo, ficou no custo inicial de R$ 86 milhões.

Após o início de execução da obra, em 2014, estavam previstos reajustes anuais no valor da construção da ponte conforme estipula o contrato licitado em 2010.

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