Aumentam casos de jovens e mulheres com hipertensão

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Prevenção ainda é o melhor remédio no combate à doença provocada pelo estresse, sedentarismo, má alimentação e sobrepeso

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), todos os anos, aproximadamente 420 mil pessoas morrem no mundo todo em consequência de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC), provocados principalmente pela hipertensão arterial, uma doença que avança a índices assustadores, principalmente no Brasil.

A má alimentação, sobrepeso, obesidade, consumo de álcool, sedentarismo, tabagismo e até mesmo hereditariedade estão entre os principais motivadores de casos de hipertensão. Segundo dados recentes da Sociedade Brasileira de Hipertensão, cerca de 17 milhões de brasileiros são hipertensos.

De acordo com a enfermeira Maria Cirlei Pimentel, do Núcleo de Medicina Preventiva do Hapvida Saúde, a hipertensão arterial não tem cura, mas tem controle e, independentemente da idade e no caso das mulheres, estando ou não gestante, deve-se ir ao médico ao menos uma vez ao ano, fazer exames, evitar o sedentarismo, ter uma dieta balanceada, ter sono e repouso, pois a prevenção é a principal arma contra a doença.

‘Antigamente, a hipertensão era tida como uma doença de idosos e homens, mas hoje isso mudou, cada vez pessoas mais jovens estão doentes e o número de mulheres também aumentou. No Núcleo de Medicina Preventiva do Hapvida, por exemplo, nosso paciente mais jovem com hipertensão tem 30 anos enquanto que o mais velho tem 70. Se o acompanhamento clínico for feito de forma correta, o paciente vai ter o controle da doença e, consequentemente, uma vida com qualidade. Para quem é hipertenso é importante evitar o sedentarismo, o estresse, alimentos industrializados e processados, pois eles são ricos em sódio, que é um dos principais vilões para o hipertenso’.

Hipertensão na gravidez

Poucas pessoas sabem, mas as grávidas também são um grupo de risco em casos de hipertensão. Um problema que, cada vez mais, atinge um número maior de gestantes, cerca de 7%, segundo a OMS. Além dos problemas e sequelas às mães, também provoca problemas aos bebês.

Mesmo mulheres que nunca apresentaram nenhum sinal da doença durante a vida, podem desenvolver, de uma hora para a outra, o aumento da pressão sanguínea durante a gestação, comumente se apresentando como pré-eclâmpsia (complicação perigosa que acontece por volta da 20ª semana, caracterizada pelo aumento da pressão arterial) e eclampsia (em geral são convulsões associadas ao descontrole da hipertensão arterial). Neste estágio, a vida da mãe e do bebê correm riscos caso não haja acompanhamento médico e nem tratamento durante a gestação.

Em geral, não existe uma causa absoluta que provoque a hipertensão durante a gravidez, mas os profissionais de saúde listam como principais causas: a má adaptação do corpo da mãe à gestação, alimentação incorreta, consumo desregrado de sal e sedentarismo.

A enfermeira Maria Cirlei Pimentel ressalta, ainda, quais são os principais sintomas da doença durante a gravidez. ‘Nesses casos, precisamos ficar atentos às dores abdominais e de cabeça, retenção de líquido, distúrbios de visão e inchaço pelo corpo. E é importante que mulheres, que já têm a doença controlada ou que nunca tiveram hipertensão, façam um acompanhamento mais rigoroso com seus cardiologistas e ginecologista obstetra, pois a situação pode ser controlada, mesmo que com uso de medicamentos específicos’.

Com informações da assessoria

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