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Com o desemprego em alta, casais jovens retornam à casa dos pais

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Muitos se aproveitaram do longo período de crescimento econômico para dar o grito de independência, mas foram vitimados pela recessão. Qualidade de vida fica pior

 

O Brasil está assistindo a um movimento preocupante. Casais que conseguiram se desvencilhar da dependência financeira de idosos — pais ou avós —, quando a economia estava crescendo, estão sendo obrigados a fazer o caminho de volta. Com um dos membros desempregados, ou os dois, a saída está sendo se abrigar novamente na casa dos mais velhos. “Trata-se de um retrocesso”, admite o educador financeiro Reinaldo Domingos. Muitos desses casais haviam conseguido atingir um nível de renda que os permitia alugar imóveis ou mesmo comprar a casa dos sonhos. A forte recessão na qual o país está mergulhado, contudo, ceifou a conquista da independência. O dinheiro para o aluguel e para a prestação do apartamento acabou.

Dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) mostram que pelo menos 17 milhões de idosos são os provedores da casa. Esse número, porém, tende a aumentar muito nos próximos meses, ante a onda devastadora do desemprego: 10,4 milhões de pessoas estão sem trabalho. O que mais assusta os especialistas é a queda na qualidade de vida de todos. Como os aposentados terão que bancar um grupo maior de pessoas — filhos e netos —, os recursos disponíveis não serão suficientes, em vários casos, para arcar com despesas corriqueiras. E mais: a tendência é de muitos idosos se endividarem e acabarem na lista de inadimplentes do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

Renda minguada

Dependendo da classe social a que pertencem, os casais — ou mesmo solteiros desempregados — viraram um peso para os mais velhos que tiveram que dividir a minguada aposentadoria. “Você só sente a recessão quando ela bate à sua porta”, lamenta a aposentada Raiane dos Santos, 59 anos, moradora de Águas Claras. “Meu filho, de 34 anos, além de formado em tecnologia da informação, tem pós-graduação. Uma pessoa plenamente preparada para o mercado de trabalho. Mas hoje, desempregado, depende do meu dinheiro e do avô”, diz. Nem sempre foi assim, conta. “Antes, meu filho tinha condições de se sustentar. Estava há 12 anos em uma empresa que prestava serviços ao governo. Com os cortes de gastos, foi demitido”, relata.

Do Correio Braziliense

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