Conheça os guardiões que protegeram a chama olímpica no voo para o Brasil

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Revezamento da tocha começa em Brasília e só terminará no Rio de Janeiro

 

Todo cuidado para transportar a chama olímpica para o Brasil foi pouco. Sob aplausos e escoltada por dois aviões da Força Nacional Brasileira, ela aterrissou em Brasília às 7h26 desta terça-feira (3/5), e acendeu a pira para o revezamento na cidade.

No voo que saiu de Genebra para a capital federal, na noite de segunda (2/5), estavam a bordo dois guardiões oficiais, que revezaram o horário de sono durante o voo de quase 12 horas, e a equipe de segurança da tocha, comandada pelo coordenador de revezamento, Marco Elias, da Comissão Olímpica Rio 2016. Com a primeira área executiva da aeronave totalmente fechada para eles, as lamparinas foram amarradas com o cinto de segurança e cuidadas a todo segundo.

Filha de pais brasileiros e criada na Alemanha, a mestre em Biomedicina pela universidade da Holanda, Alice Cardoso Ramalho, de 27 anos, é uma das guardiãs certificadas da tocha. Ela foi uma das convidadas pela comissão para vigiar a flama e correr ao lado dela pelo país inteiro, até a chegada ao Maracanã, em 5 de agosto. “É um momento que vou para sempre relembrar. Não é uma experiência só minha, mas de toda a equipe e todos os brasileiros”, contou, emocionada.

Apaixonada por triatlo, Alice pratica a modalidade toda a semana. Foi essa paixão pelo esporte e por conseguir correr grandes distâncias que chamaram a atenção dos responsáveis por recrutar os guardiões. “Essa chance é única na minha vida. Eu amo nadar, correr e pedalar, por isso aceitei o desafio. Tem coisa melhor que correr ao lado da tocha olímpica?”, disse.

Já o carioca Diego Gomes, de 29 anos, é professor de educação física na Universidade Federal do Rio de Janeiro e faz doutorado em Medicina. Ele foi convidado por um amigo da equipe técnica do Rio 2016 por se enquadrar no perfil da vaga. “Eles precisavam de alguém que praticasse atividades físicas, falasse inglês e tivesse disponibilidade de 95 dias. Então me procuraram e eu topei imediatamente”, explicou Diego, que abriu mão do contrato de professor substituto da UFRJ para participar do revezamento das Olimpíadas.

Adepto da corrida, o professor já competiu pelo atletismo, mas atualmente só pratica esporte por lazer – além de nadar, surfar e pedalar. Ele ressaltou a importância de trazer a tocha para o Brasil e agradeceu pela oportunidade. “Qualquer pessoa que ama o esporte, sendo atleta ou não, tem o sonho de participar dos Jogos Olímpicos. Mais legal ainda é repassar o espírito da tocha e tudo aquilo que ela representa para o mundo inteiro. Por passarmos tanto tempo juntos, eu, a equipe de segurança da tocha e a chama já somos praticamente uma família”, brincou.

De acordo com Marco Elias, não é necessário que os guardiões da tocha sejam atletas. No entanto, ter um ótimo condicionamento físico e amar o esporte são importantes pré-requisitos que devem ser obedecidos: “Os dois escolhidos praticam atividades físicas e sabem da importância do esporte e dos Jogos. Selecionamos apenas brasileiros para valorizar a nacionalidade, ja que o Brasil é o país sede destas Olimpíadas”.

O evento de passagem da chama da pira para as lamparinas ocorreu no Museu Olímpico, em Lausanne. Ela foi acesa no último 21 de abril, em Olímpia, em seguida viajou pela Grécia até chegar à Suíça.

Do Correio Braziliense

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