Saiba quais são os tipos de câncer mais comuns em mulheres

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No dia internacional pela saúde da mulher, conheça os cuidados com o câncer e os exames específicos para detectar a doença o mais cedo possível

 

Ainda hoje o câncer é considerado uma doença que desperta medos e desesperos para as pessoas diagnosticadas, mesmo sendo uma doença muito comum nos dias atuais. O primeiro pensamento é que a pessoa terá uma expectativa de vida menor.

E mesmo sendo tão temerosa, as pessoas não alteram seu estilo de vida, já que, a maioria dos casos, comprovadamente, é fruto do tipo de alimentação e dos hábitos de vida e não mais herança genética.

O fumo, o sedentarismo, a dieta inadequada, a poluição e o estresse são todos fatores apontados como possíveis causas do câncer, além da predisposição genética, mas a verdade é que mesmo pessoas que não fumam ou que não fazem parte dos segmentos chamados “de risco” podem desenvolver o problema.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a doença é a segunda causa de morte natural no Brasil, só perde para os problemas cardíacos. No dia internacional pela saúde da mulher (25), fazemos um alerta às mulheres sobre o risco do câncer e sobre a necessidade da detecção precoce para evitar complicações. “O câncer só é uma doença perigosa quando diagnosticado tardiamente”, destaca a médica Danielle Feio, oncologista do Hospital HSM – Centro Avançado de Oncologia.

O câncer pode se manifestar em pessoas de qualquer idade, raça ou sexo, sendo que alguns tipos da doença são mais comuns em determinadas faixas. No caso das mulheres, existem alguns cânceres que se manifestam com mais frequência do que em homens. São eles: mama, colorretal, colo do útero, pele e ovário. O câncer de mama é também o segundo câncer mais comum em todo o mundo. “Atualmente, nos hospitais públicos e privados, temos mais casos de câncer em mulheres do que homens, sendo os cânceres de colo do útero e mama os campeões em ocorrência”, alerta a médica.

Você sabia que muitos dos cânceres mais comuns podem ser, ao menos parcialmente, atribuíveis a infecções? Por exemplo, o câncer de colo do útero é praticamente 100% originado de infecção por HPV e, no caso do câncer de estômago, 90% é causado pela bactéria Helicobacter pylori.

Vamos conhecer um pouco mais sobre cada um:

Câncer de mama

É mais comum após os 30 anos, sendo ainda mais frequente a partir dos 50 anos. A mamografia é o exame indicado para detecção da doença, principalmente a partir dos 40 anos. Um dos hábitos que os médicos estimulam é o autoexame dos seios. Você pode examinar seus seios rotineiramente, usando os dedos para vasculhar, delicadamente, as mamas. Se você notar um espessamento da pele das mamas, secreção saindo dos mamilos ou nódulos, procure seu médico imediatamente.

Saiba que aproximadamente 1 em cada 5 sobreviventes do câncer no mundo diagnosticados nos últimos cinco anos é uma mulher que teve câncer de mama. No Pará acomete 20,79% das mulheres, segundo estimativa do Inca.

Câncer colorretal

O segundo tipo de câncer que mais acomete mulheres no Brasil é o de cólon (uma parte do intestino grosso) e do reto. Os tumores crescem na região a partir de pólipos, um tipo de lesão que geralmente não evolui para o câncer e que é facilmente tratável. Fique atenta para dores no estômago e diarreias constantes, além de sangramentos nas fezes.

Câncer do colo do útero

Como é causado pela infecção persistente pelo vírus HPV, o governo brasileiro tem investido em vacinas contra o vírus para prevenir novos casos. A infecção persistente pelo HPV é responsável por quase todos os cânceres de colo do útero e por inúmeros outros cânceres: vulva, vagina, ânus, pênis e orofaringe.

Muitas mulheres são infectadas pelo HPV, mas não desenvolvem câncer. Em outros casos, entretanto, há alterações nas células do útero, que podem evoluir para a doença. Evite o câncer do colo do útero fazendo exames de Papanicolau, que pode detectar essas alterações e possibilitar o tratamento no início. As chances de cura são altas, sobretudo nos primeiros estágios da doença.

As estimativas do Inca para este ano são 20,52 casos para cada 100 mil mulheres, no Pará.

Câncer de pele não melanoma

Talvez por causa do sol intenso, o câncer de pele é o mais comum no Brasil. É mais comum em quem tem mais de 40 anos e em pessoas com a pele muito clara, que não se protegem adequadamente dos raios solares. Previna-se evitando os horários em que o sol está mais forte (das 10h às 16h), usando o protetor solar adequado ao seu tom de pele.

Câncer de ovário

Ele é considerado o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e também o mais fatal. Mulheres com histórico de outros casos de câncer na família, que tenham tomado estrogênio por mais de dez anos e que nunca tiveram filhos podem fazer parte do grupo de risco. Consulte o seu ginecologista para saber quais são as melhores medidas preventivas, já que o exame Papanicolau não detecta o câncer de ovário.

Segundo o Inca, no Brasil, a estimativa para 2016 é de 6.150 mulheres diagnosticadas com a doença, e ao menos 3.330 mortes. Os sintomas do câncer de ovário são discretos e tardios, ou seja, costumam aparecer apenas quando a doença já está em estágio avançado e  espalhou-se por boa parte do aparelho reprodutor.

Da Redação ORM News com informações da assessoria

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