Aumenta o número de pessoas que dirigem alcoolizadas em Belém

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O percentual de adultos que admitem beber e dirigir em Belém teve alta de 3,6% nos últimos três anos

 

Mesmo com o endurecimento da Lei Seca, no ano de 2012, a capital do Pará registrou em 2015 ligeiro aumento no número de pessoas que admitem dirigir depois de consumir bebida alcoólica. Segundo a mais recente pesquisa do Ministério da Saúde, o percentual de adultos que admitem beber e dirigir em Belém teve alta de 3,6% nos últimos três anos. No ano passado, 4,8% da população da cidade declararam que dirigiam após o consumo de qualquer quantidade de álcool, contra os 4,4% do ano de 2012. Os homens (9,6%) continuam assumindo mais a infração do que as mulheres (0,7%).

Ainda assim, a proporção de adultos que bebem e dirigem em Belém é mais baixa que a média nacional. Considerando as 27 capitais estudadas, houve queda de 21,5% no contingente de quem arrisca misturar álcool e direção: 5,5% referiram conduzir veículos após o consumo de bebida alcoólica, contra os 7% de 2012 – uma queda nacional de 21,5%. A proporção nacional também é maior entre homens (9,8%) do que entre mulheres (1,8%). Desde o endurecimento da lei seca menos homens têm cometido a infração na média das 27 capitais: a redução foi de 22,2%, entre 2012 e 2015, na população masculina.

Quatro capitais se destacaram com queda superior a 50% nos últimos três anos: Fortaleza (54,1%), Maceió (53,2%), João Pessoa (51,4%) e Vitória (50,7%). Outras, contudo, apresentaram aumento do número de adultos que referiram assumir o volante após consumir qualquer quantidade de álcool: Cuiabá e Boa Vista apresentaram alta de 15,8% e 13,2%, respectivamente, desde 2012.

As populações adultas de Florianópolis (13%), Palmas (11,9%) e Cuiabá (11,7%) estão entre as que mais abusam da combinação álcool e direção, e com proporções da população bem maiores que a da capital paraense. Na contramão, Recife (2,6%), Maceió (2,9%) e Vitória (3,2%) se destacaram com o menor percentual de entrevistados que declararam beber e dirigir. “É cada vez mais notória a importância da Lei Seca em inibir a mistura do álcool com o volante”, disse o ministro Ricardo Barros.

De acordo com a pesquisa de 2015, 8,7% da população de 25 a 34 anos admitem beber e dirigir. O número é duas vezes maior do que o registrado na população de 18 a 24 anos e quatro vezes maior do indicado em homens e mulheres de 65 anos ou mais. Outro índice importante é o nível de escolaridade: quanto maior o grau de instrução, maior o número dos que assumem o risco.

Os dados são da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2015) que realizou mais de 54 mil entrevistas nas capitais e no Distrito Federal. O levantamento é realizado anualmente, desde 2006, pelo Ministério da Saúde, com dados coletados e analisados em parceria com o Núcleo de Pesquisa em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo.

De O Liberal

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