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Nova York vai distribuir absorventes de graça em escolas

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Lei de ‘igualdade menstrual’ foi aprovada por unanimidade no conselho municipal

 

A cidade de Nova York, nos EUA, vai distribuir absorventes gratuitamente em escolas públicas, prisões e abrigos para sem-teto. O projeto de lei foi aprovado pelo Conselho Municipal por unanimidade, o que vai fazer da Big Apple a primeira cidade americana a ter uma lei para promover a chamada “igualdade menstrual”. Assim, os absorventes serão incorporados ao orçamento da mesma forma como papel higiênico e sabão para as mãos.

Os membros do conselho atenderam às reivindicações de ativistas. Segundo eles, absorventes são itens de higiene pessoal caros para a população pobre. Muitas meninas em escolas, por exemplo, sem condições de comprar o número ideal de unidades, ficam em casa em vez de ir ao colégio. Ou usam o mesmo absorvente por mais tempo do que devem, o que gera riscos para sua saúde. Já mulheres em prisões enfrentam racionamento dos itens, além de tratamento degradante.

Os absorventes já são gratuitos em escolas, mas ficam, em geral, nas enfermarias. Agora, com a nova lei, os itens terão que ser disponibilizados nos banheiros. Os produtos poderão ser retirados de dispensários instalados nos banheiros femininos de 800 escolas. De acordo com a imprensa local, cerca de 300 mil estudantes serão beneficiadas, a um custo inicial de US$ 3,7 milhões (cerca de R$ 13 milhões) e, em seguida, despesas anuais de US$ 1,9 milhão (cerca de R$ 6,5 milhões).

Na verdade, a lei é a ampliação de um projeto piloto que começou numa escola de ensino médio na região do Queens e já funciona em 25 unidades, algumas delas na área do Bronx.

Algo em torno de 23 mil mulheres e meninas que dormem em abrigos públicos de Nova York também terão absorventes a sua disposição. Serão cerca de 5,5 milhões de absorventes, sendo que 2 milhões de internos. Já as prisões femininas da cidade receberão um número muito maior de unidades do que o atual, e as detentas poderão usar absorventes internos sem ter que pagar por isso.

De O Globo

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