Hollande é criticado por gastar R$ 36 mil por mês com cabeleireiro

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Uma nova polêmica afeta a já baixa popularidade do presidente francês, François Hollande. O jornal francês Canard Enchainé revela que o cabeleireiro oficial da presidência ganha um salário mensal de € 9.895 mil (R$ 36 mil), uma conta que os franceses têm dificuldades de engolir, em época de austeridade.

 

O profissional Olivier B. foi contratado como “cabeleireiro pessoal do chefe de Estado” após a eleição de Hollande, em maio de 2012. Ele ganha um salário próximo ao de um ministro e apenas € 5 mil inferior ao do próprio presidente. A informação, confirmada pelo palácio do Eliseu, atinge a imagem de “presidente normal” que o socialista queria passar para os eleitores, em oposição ao antecessor, Nicolas Sarkozy, frequentador da alta sociedade francesa e conhecido pelos gastos pessoais.

O contrato é previsto para durar cinco anos, período do primeiro mandato do presidente socialista. O jornal satírico informa que o salário ainda é acrescido de extras como “indenização de residência” e outras “vantagens familiares”, já que o cabeleireiro deve estar totalmente disponível e acompanhar o presidente na maioria das suas viagens. O contrato também prevê uma cláusula de “sigilo absoluto” sobre o período em que ele trabalhou com Hollande, incluindo informações às quais ele tenha tido acesso.

“Posso entender que haja questionamentos e julgamentos”, declarou o porta-voz do governo, Stéphane Le Foll. “Mas todo mundo se penteia, não? E [Hollande] não é qualquer pessoa”, disse o porta-voz.

Internautas não perdoam

Nas redes sociais, os internautas questionaram o gasto inusitado, com a hashtag #coiffeurgate. Muitos aproveitaram para ridicularizar o cabelo de Hollande e propor novos penteados.

O jornal Le Figaro questionou o sindicato de cabeleireiros para saber sobre os salários médios da categoria na França. A remuneração mais baixa é de € 1.420, enquanto os gerentes costumam ganhar pelo menos € 2,8 mil.

“Eu acho isso indecente. No máximo 2% dos profissionais ganham os salários mais altos. A maioria recebe os valores mais baixos”, protestou Richard Roze, secretário-federal da Força Operária Cabeleireiros, ao Figaro.

Com informações AFP

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