Beijar e brincar com gatos pode trazer sérias doenças

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Em alguns casos, a infecção pode ser mortal, mostram estudos

 

Atenção, amantes de gatos: seus amigos felinos podem estar abrigando germes que podem deixar os humanos seriamente doentes. Especialistas advertem que pessoas que têm gatos de estimação deveriam ter cuidado com os riscos e tomar medidas para prevenir a doença conhecida como doença da arranhadura de gato. Também chamada de febre do arranhão de gato, ela causa sintomas que variam de dor de cabeça a febre a inchaço dos gânglios linfáticos. Em casos raros, pode levar a outras complicações do cérebro ou do coração.

O Centro para Prevenção e Controle de Doenças divulgou um relatório, este mês, estimando a prevalência da doença do arranhão de gato nos Estados Unidos. Os resultados mostraram que a cada ano, cerca de 12 mil pessoas são diagnosticadas com a doença; e 500 necessitam serem hospitalizadas. As pesquisasrevelam ainda que a incidência deste mal é amor entre pessoas que vivem em estados do sul e entre crianças de cinco a nove anos. Para chegar a esses números, os pesquisadores analisaram dados requisitados à segurança de saúde nacional, de 2005 a 2013, sobre pacientes de 65 anos e mais jovens.

Em estudos recentes, foi descoberto também que há cerca de 4.500 casos para 100 mil pessoas, uma minoria desse montante resulta em morte. A doença é causada por uma bactéria chamada Bartonella henselae e é transmitida dos gatos para os humanos através de mordidas ou arranhões. Uma forma de evitar que a doença se espalhe é protegê-los de pulgas.

Apesar de a ameaça ser pequena, os impactos são maiores do que se imaginava. Médicos recomendam que donos desses animais lavem suas mãos depois de acariciar seus pets e evitem o contato entre eles e gatos de rua, assim como tenham cuidado ao beijá-los ou aninhar-se a eles.

“A doença, apesar de rara, pode causar um número significativo de infecções anuais, algumas podem levar a enxaquecas bem como endocardite, dobrando potencialmente condições mortais”, segundo Robert Glatter, médico do Lenox Hill Hospital, em Nova York, ouvido pela CBS News.

De O Globo

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