Vice-presidente do PSB desmente senador Randolfe sobre acordo feito nas eleições de 2012 que elegeu Clécio Luís

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O vice-presidente do Partido Socialista Brasileiro no Amapá (PSB/AP), José Ramalho, desmentiu na manhã desta sexta-feira, 28, o senador Randolfe Rodrigues (Rede), sobre o acordo feito com as lideranças do PSB durante as eleições de 2012, que elegeu o atual prefeito de Macapá, Clécio Luís (Rede).

 

Randolfe em entrevista ao programa Tribuna da Cidade, na última quinta-feira, 27, afirmou que no acordo ele não sairia candidato ao governo do Estado nas eleições de 2014. “Eu não fui candidato ao governo por que eu tinha um acordo político com o senador Capiberibe e com o governador Camilo, que foi celebrado no domingo que antecedeu a eleição, de eu não sair candidato ao governo”, disse.

A afirmação de Randolfe foi rebatida no mesmo programa, na manhã desta sexta-feira, 28, pelo vice-presidente do PSB, José Ramalho, ao dizer que o senador faltou com a verdade.

“O acordo não passou pela decisão de Randolfe ser ou não candidato ao governo. O acordo celebrado naquela ocasião seria justamente o apoio do senador ao governo do Estado em questões principalmente de Brasília e nas eleições de 2014. O que ocorreu foi que o senador não apoiou o governo, e até a última hora, pretendia concorrer ao governo, e só não saiu candidato porque as pesquisas indicavam que o nome dele não decolou”, rebateu.

Em 2014, Randolfe apoiou no primeiro turno o então candidato ao governo do Estado, Lucas Barreto (DEM). “Ele só veio apoiar o governador Camilo, no segundo turno”, finalizou Ramalho ao dizer que o senador já teria acordo com Lucas desde as eleições de 2010.

Apoio decisivo

Em 2012, após divulgação da pesquisa Ibope que mostrava que Roberto Góes tinha 45% das intenções de voto contra 41% de Clécio, o PSB decidiu sair da neutralidade para apoiar o então candidato do PSOL, Clécio Luís.

Na época, a Executiva divulgou nota em que expressou que o Ibope colocava o “candidato da antagônica e vergonhosa harmonia à frente na disputa” e que, por este motivo, o partido reavaliou sua posição. “O perigo eminente da eleição de um prefeito vulnerável pelos inúmeros processos criminais coloca em risco a estabilidade política da cidade”.

Por fim, o PSB destacava a possibilidade de Roberto Góes “a qualquer momento ser recolhido à penitenciária” e decidiu sair da neutralidade e conclamar simpatizantes, filiados e militantes para apoiar e votar em Clécio Luís.

Clécio venceu com 101.261 votos, o equivalente a 50,59% dos votos válidos, contra Roberto que teve 98.892 votos, 49,41% dos votos válidos.

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