Capiberibe foi o único senador do Amapá a votar contra a PEC 55

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Na tarde desta terça-feira, 13, o plenário do Senado aprovou em segundo turno a PEC 55, que limita gastos do governo para os próximos 20 anos. Do Amapá, apenas o senador João Capiberibe (PSB), estava presente durante a votação da matéria e votou contra a sua aprovação.

 

Antes da votação, o senador Capiberibe disse que a PEC 55 estabelece teto para os gastos essenciais para a vida em sociedade, como os gastos com saúde, educação, segurança, assistência social, segurança pública, mas esquece de estabelecer um teto para pagamento de juros da dívida. “Tudo aquilo que for poupado com o teto dessas atividades essenciais será transferido para pagamento de juros da dívida”, criticou.

E continuou: “Não dá para ignorar essa efervescência que está na sociedade. Inclusive nós, neste Parlamento, estamos sendo acusados de venda de aprovação de leis. Mesmo numa circunstância como essa, com uma acusação tão pesada como essa, insistimos em continuar aprovando leis. Por que não paramos um minuto e vamos debater essa questão? Qual é de fato o envolvimento do Parlamento e quais os parlamentares que estão envolvidos nisso? Não é justo que todos nós estejamos sob desconfiança da sociedade brasileira, quando se sabe que aqui há pessoas que não têm envolvimento com esses processos fraudulentos, irregulares e desleais com a sociedade brasileira”, questionou.

Durante a votação, uma ausência notada entre os senadores contrários à PEC foi a de Randolfe Rodrigues (REDE/AP), que estava presente na sessão, mas que no momento do voto não se encontrava no plenário.

Ao final, a PEC foi aprovada pelo placar de 53 a 16, com apenas quatro votos a mais do que o governo precisava para aprovar a matéria.

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