Clécio desperdiça mais R$ 1 milhão em projetos de reforma e ampliação de escolas; crianças ficam fora da sala de aula

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Quem procurou na manhã desta quinta-feira, 26, a rede municipal de ensino para matricular crianças até o 5º ano do ensino fundamental, não encontrou vaga. Na escola Aracy Nascimento, no bairro Santa Rita, onde a Secretaria Municipal de Educação encaminhou os pais de alunos, uma fila enorme se formou e gerou muita reclamação.

 

“É uma falta de respeito com o povo de Macapá. Eu vim do bairro Congós por que lá não tem vagas e me disseram que só tem para Zona Norte. Cadê o prefeito para resolver isso”, indaga o pai de aluno Alex Cânio.

A resposta para a falta de vagas na rede municipal pode ser explicada através da denúncia feita pela ex-secretária de educação, Dalva Figueiredo, que ao deixar a pasta disse que a prefeitura de Macapá pagou em torno de R$ 1 milhão para elaboração de projetos que estavam errados para reforma e ampliação das seguintes escolas municipais: AEIOU, Eliana Flexa Vilhena, Goiás, Raimundo Alencar, Renascer, Rondônia e Roraima. Os recursos que foram disponibilizados pelo governo Federal somavam mais de R$ 19 milhões em investimentos e não foram liberados por conta do erro nos projetos básicos e arquitetônicos.

Segundo dados do Portal Transparência da PMM, foi feito um processo licitatório na modalidade Tomada de Preço, onde, na época, a empresa Oca Construções Comércios & Serviços LTDA – ME saiu vencedora. Chamou a atenção o valor empregado apenas para a elaboração dos tais projetos: R$ 1.168.783,35. Mas, apesar da soma milionária gasta com a empresa que elaborou os projetos, nenhuma das escolas saiu do papel.

Outro lado

O prefeito de Macapá, Clécio Luís (Rede) ainda não se pronunciou sobre a falta de vagas na rede de ensino. Durante a posse do novo secretário, Moisés Rivaldo, ele afirmou que vai procurar o Estado a fim de articular parcerias para ajudar a resolver o problema, mas não deu previsão.

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