Num abraço simbólico ao Gigante da Favela, ex-jogadores pedem apoio das autoridades e lançam campanha S.O.S Glicerão

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Bem que a Associação dos Ex-Jogadores de Futebol do Amapá (Excrete) convidou a classe política do Amapá para participarem do evento S.O.S Glicerão, mas somente o senador João Capiberibe, a deputada federal Janete e a deputada estadual Cristina Almeida, todos do PSB, compareceram ao evento. O objetivo era chamar a atenção das autoridades para o abandono do Estádio Glicério de Souza Marques, o Gigante da Favela, localizado no centro de Macapá.

 

O presidente da associação, Germano Tiago, conhecido no esporte como Tiaguinho, lamentou o abandono do estádio e disse que o poder público municipal e estadual têm responsabilidades nesta situação. “Infelizmente nossos vereadores, o prefeito, os deputados que foram convidados não compareceram hoje [sábado, 4], em nosso ato de protesto. Não podemos permitir que um estádio como esse fique abandonado”, reclamou o jogador.

Sobre essa questão, a deputada Cristina Almeida garantiu que nesta semana vai abrir espaço na tribuna da Assembleia Legislativa para que a reclamação dos jogadores chegue aos ouvidos das autoridades competentes.

Já a deputada federal Janete disse que também fará um discurso na Câmara Federal para que o Brasil tome conhecimento do abandono pelo qual passa o futebol amapaense e se colocou à disposição para ajudar a associação. “Vamos ajudar no que for possível para que voltemos a sentir orgulho deste estádio”, destacou.

O senador João Capiberibe lembrou que quando foi prefeito de Macapá promoveu uma reforma completa no Glicério Marques. “Eu e Janete vamos colocar no orçamento de 2018 emendas para que possa ser feito uma reforma digna neste espaço. Mas, até lá, vamos encontrar alternativas tirar nosso estádio do abandono”, garantiu o senador.

Na verdade, o estádio era para se encontrar numa situação bem melhor. Em 2007, o então deputado Evandro Milhomem (PCdoB) garantiu por meio de emenda parlamentar o valor de R$ 3,2 milhões que seriam usados na reforma do Gigante da Favela. O recurso foi liberado em 2009. Na época, o então o superintendente da Caixa, no Amapá, Raimundo Nonato Frota, disse que o projeto já tinha sido aprovado e que a instituição aguardava apenas o encerramento do processo licitatório para liberar o recurso. A licitação ocorreu e a obra foi iniciada, que seria a construção de uma nova arquibancada. Mas, após oito anos, o que se vê é mato e uma estrutura apodrecida. De acordo com informações, a empresa abandonou a obra por defasagem dos preços.

“Vamos criar um grupo de Gestão Compartilhada chamado S.OS. Glicerão onde entre outras coisas vamos buscar e compartilhar informações a respeito deste recurso, o que foi feito e sua prestação de contas e ao mesmo vamos garantir para 2018 recursos para a tão sonhada reforma, que agora vai ocorrer porque agora sociedade tem mecanismos para fiscalizar o destino do dinheiro público”, afirmou o senador.

Enquanto isso não acontece jogadores como Tiaguinho, Bira, Faustino, Edson Canuto, Evandro, Vitor, Zezinho Macapá, Carlito, Ademir, Alceu tantos outros relembram o tempo de glória quando as famílias se reuniam para assistir os campeonatos amadores, quando todos sentiam orgulho da Macapá que não existe mais.

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