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Há mais de 2 anos, aparelhos de tomografias do Hospital de Emergências e do HCAL estão quebrados; pacientes estão pagando por exames

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Nos últimos dois anos da gestão do governador Waldez Góes (PDT), pacientes do Hospital de Emergência e do Hospital de Clínicas Alberto Lima (HCAL), que necessitam fazer exames de tomografia, não estão conseguindo porque os aparelhos do Estado estão quebrados.

 

“Aparelho de tomografia do Hospital de Emergência não está funcionando há dias, ai ontem fui dar apoio a um PM, pois estava de Oficial de Área, vi que o raio-x também está parado. Preclaros, evitem se acidentar no trânsito ou em qualquer outro lugar, pois caso precisem de uma tomografia ou de um raio-x no HE, não vão poder fazer, visto que não está funcionando. Mas tenho fé que isso logo vai passar”, postou em sua página no Facebook o oficial da PM João Gomes.

O coronel da reserva, Amiel Nascimento, também usou as redes sociais para denunciar a situação. “Se alguém precisar hoje de Raio X e Tomografia no HE – Hospital de Emergência, ESQUEÇA! Quem tiver condições financeiras para fazer em clínicas particulares, senão, esqueça mesmo! Só quando o GEA pagar a dívida pendente com o prestador do serviço responsável pela manutenção dos aparelhos”, alertou.

Em entrevista a imprensa, no mês passado, o secretário de saúde do Estado, Gastão Calandrini, disse que o governo estava em fase de contratação de uma empresa para fazer a manutenção dos aparelhos. No entanto, já se passou mais de um mês e nada do problema ser resolvido.

Antiga relação

Durante grande parte da gestão do governador Waldez Góes (PDT), de 2003 a 2010, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) tinham acesso aos exames de tomografia computadorizada através do Inneuro, que terceirizava o serviço.

Ineuro 2

Na época, os contratos acima de R$ 2,4 milhões foram assinados pelos ex-secretários Pedro Paulo Dias de Carvalho e Rosália Maria de Freitas Figueira, nos anos de 2007 e 2008, durante o governo de Waldez Góes, e o caso virou alvo de investigação do Tribunal de Contas do Estado do Amapá (TCE), que encontrou neles fortes indícios de corrupção e malversação de dinheiro público.

Os contratos do passado

Representado pelo médico Luiz Alejandro Cadena Astudillo, o Inneuro celebrou com o Estado do Amapá, representado pela secretária de Saúde à época, médica Rosália Maria de Freitas Figueira, contrato no valor estimado de R$ 855 mil. Menos de um ano depois, já com o então vice-governador da época, Pedro Paulo Dias de Carvalho, como secretário, Alejandro Cadena (que é médico neurocirurgião) assinou o contrato 018/2008, de 18 de outubro, estimado em R$ 1,42 milhão.

O público privado

De acordo com a denúncia do TCE, o Inneuro prestava o serviço utilizando um tomógrafo com registro de caducidade vencido pela Anvisa desde 2007, e depois passou a utilizar o tomógrafo adquirido com dinheiro público – um equipamento completo, tendo como funcionários os próprios servidores da Secretaria de Saúde (com qualificação técnica), mesmo assim, recebia um valor exorbitante para execução do serviço.

A mudança

O Inneuro só deixou de prestar os serviços dentro do Hospital de Clínicas Alberto Lima, usando o tomógrafo, o espaço e os servidores do Estado, depois que o governador Camilo Capiberibe (PSB) assumiu o mandato e, até o final de 2014, o serviço era prestado diretamente pela secretaria.

Reduzindo os gastos

Na gestão do ex-governador Camilo Capiberibe, a Sesa retomou os serviços, onde todo paciente que necessitava desses exames poderia fazê-lo de forma gratuita na rede pública. Para que o serviço voltasse à normalidade, técnicos da Sesa capacitaram os servidores do Hospital de Clínicas Alberto Lima, que ficaram responsáveis em manusear o aparelho.

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