Amapá tem o pior resultado do país com crianças e adolescentes fora da escola, aponta IBGE

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Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que p Amapá tem 21.016 crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos fora da escola, segundo levantamento feito pelo movimento Todos Pela Educação.

 

De acordo com os dados de 2015 levantados pelo movimento, apontam que 9,6% dos amapaenses nessa faixa etária não estão matriculados em nenhuma instituição de ensino. A cobertura de 90,4% está bem abaixo da meta prevista para o ano, que era de 96%. Ao todo, 197.853 crianças e adolescentes estão matriculados no Amapá.

Entre as idades, a maior presença no ensino é entre crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos, com 98% de cobertura, seguido pela faixa de 15 a 17 anos, com 80% de cobertura. A situação mais delicada diz respeito a crianças entre 4 e 5 anos, com 70,2% dos indivíduos na escola, a menor taxa do país.

Para Priscila Cruz, presidente executiva do Todos Pela Educação, o número é preocupante, pois afeta principalmente as crianças mais “vulneráveis”. “Essas crianças que estão fora da escola são exatamente as que mais precisam, porque em geral são as deficientes, as mais pobres, e que moram em lugar mais ermos”, declarou, após a divulgação dos dados.

Nos últimos dez anos, o estado teve aumento na oferta de vagas em todas as faixas pesquisadas, com destaque para a de crianças entre 4 e 5 anos, que, apesar da baixa cobertura, reduziu de 13.753 amapaenses fora da escola em 2005, para 9.722 em 2015.

Ainda nos últimos dez anos, a oferta de atendimento na rede de ensino aumentou 2,5 pontos percentuais, saindo de 87,9% para 90,4%, quase a metade da média nacional, que foi de 4,8 pontos percentuais.

O indicador do Amapá é o pior do Brasil, e somente outros dois estados, Santa Catarina (2,6) e Rio de Janeiro (2,9), cresceram abaixo de 3 pontos percentuais.

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