Com rejeição de 72%, Waldez aposta abrir “pacote de bondades” para tentar reverter a baixa aprovação popular

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Há pouco mais de um ano para o início da campanha eleitoral de 2018, o governador Waldez Góes (PDT), que possui, segundo o Ibope, uma rejeição de 72% (considerando ruim e péssimo), pretende, a partir do segundo semestre, soltar o chamado “pacote de bondades” para tentar reverter a impopularidade.

 

De acordo com uma fonte do Setentrião, uma das medidas de Waldez para sair do inferno astral que está metido seria a inclusão de 10 mil beneficiários do programa Renda Viver Melhor. Mas é bom lembrar que o pedetista excluiu deste programa, no ano de 2015, mais de 15 mil mães.

Mas as bondades não parariam por aí. Waldez pensa em construir passarelas em áreas de ressaca, que não são feitas pelo governo, desde 2014, e incluir cerca de 10 mil jovens em programas sociais.

Além disso, o governo repassou recursos financeiros, via convênio, para instituições filantrópicas, como a Casa da Hospitalidade, os Capuchinhos e a APAE. Parte destas instituições estavam à mingua de qualquer tipo de apoio do Estado, desde 2015.

Como parte do plano de recuperação de imagem, a inauguração de obras, que no final do governo anterior já estavam praticamente prontas ou em fase de acabamento, é outra ação planejada, como o Conjunto Macapaba II, a Upa da Zona Sul e a Maternidade da Zona Norte.

Criar dificuldade pra vender facilidade

De todas as medidas, a principal seria o anúncio do pagamento integral dos servidores públicos do Amapá. Segundo o ex-secretário de planejamento do Estado, Juliano Del Castilo, o governo não deveria estar parcelando salários e nem demitindo vigilantes, uma vez que só de repasses federais, o Amapá recebeu, no ano passado, mais de R$ 460 milhões.

“Uma das causas, que levou ao descontrole financeiro foi o aumento da folha de pessoal com cargos comissionados, já que o governo não deu aumento nos últimos três anos. Pra se ter uma ideia, a folha saltou para mais de R$ 260 milhões, só em 2016, comparada com o mesmo período de 2014”, revelou.

Durante programa na Rádio Difusora de Macapá, veículo do governo do Estado, o diretor Roberto Gato, disse que até o final do ano, o governador Waldez iria, pelo menos duas vezes, em cada município. “Depois não vão dizer que é campanha eleitoral antecipada. Isso é planejamento”, comentou Jaci Siqueira, membro da bancada do programa.

Para dar visibilidade para todas essas ações de marketing político, o governador pretende gastar R$ 10 milhões em propaganda institucional. “Para quem usa a crise econômica para justificar cortes em programas sociais importantes para a população pobre do Amapá, aparentemente tem dinheiro sobrando”, rebate Del Castilo.

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