Crianças são atendidas no Pronto Atendimento Infantil na base do improviso

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O esparadrapo pregado na parede serve de suporte para o soro. Cadeiras de plástico sendo usadas como macas. Meninos e meninas espalhados pelo corredor.

 

O cenário é semelhante a um campo de refugiado, mas é a atual situação do Pronto Atendimento Infantil (PAI). As imagens foram feitas pelos pais das crianças que estão internadas naquela unidade de saúde.

“Nossos filhos estão entregues à própria sorte. Os enfermeiros e técnicos fazem o que podem, mas eles dizem que também estão trabalhando na base do improviso. Onde está o Ministério Público, nossos deputados, a grande imprensa? A sensação é de que todos estão tapando os olhos”, resigna-se a mãe de uma das crianças que está internada.

Nas fotos, é possível ver uma criança dentro de uma banheira de plástico, forrada com lençóis. “Essa é a nossa situação. Enquanto o governo gasta milhões em publicidade, nossos filhos padecem no hospital e nós ficamos sofremos juntos, sem nada poder fazer. Isso a imprensa não mostra”, lamentou João Rodrigues, pai de um menino que está há dois dias usando duas cadeiras de plástico como maca.

A Secretaria de Estado da Saúde já determinou que pacientes que não apresentarem situações de urgência e emergência sejam encaminhados para as Unidades Básicas de Saúde. “Mesmo assim a situação só tem piorado”, desabafa o pai do paciente.

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