Movimento Irmãos da Fronteira quer apoio do senador Capi para realizar reunião do CDIF em Oiapoque

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A realização de uma reunião da Comissão Permanente para o Desenvolvimento e a Integração da Faixa de Fronteira (CDIF), do Ministério da Integração, no município de Oiapoque, foi a principal reivindicação do Movimento Irmãos da Fronteira, que na manhã desta sexta-feira, 23, se reuniu com o senador João Capiberibe (PSB).

 

Essa comissão, que apesar de estar sob a responsabilidade do Ministério da Integração, é composta por integrantes da Secretaria Executiva da Presidência da República e por quase todos os ministérios, pode auxiliar no desenvolvimento do município, ajudando a encontrar soluções para problemas comuns de municípios que fazem fronteira com outros países.

Depois de várias reuniões promovidas pelos Irmãos da Fronteira – movimento formado por profissionais de diversas áreas – foi elaborada uma Carta Aberta com o título de “Socorro ao Povo de Oiapoque”, que, segundo o professor da Unifap, Arnaldo Balarine, seu conteúdo serve para nortear os gestores do Município, do Estado e do próprio Governo Federal.

“O conteúdo deste documento já foi reconhecido por movimentos sociais da Guiana Francesa. Nele, consta o Plano de Emergência, e o nosso objetivo é auxiliar o município, o Estado, para que eles promovam as ações necessárias para garantir segurança, educação, saúde e outras políticas públicas que são direitos de todo cidadão”, comentou Balarine.

De modo geral, a preocupação do movimento é evitar que o município perca recursos e, principalmente, preste contas daquilo que recebe, seja recurso próprio ou transferências federais.

“Estamos aqui para ajudar. O movimento é formado por profissionais de diversas áreas que podem auxiliar o poder público e fiscalizar ao mesmo tempo”, resumiu o advogado Genival Marvulle.

O senador Capiberibe reconheceu a importância do movimento. Disse que fará todo empenho para atender o pedido. Afirmou ainda, que a carta talvez não tenha uma resposta no presente, mas dá um norte para o futuro.

“Esse documento é interessante para construir uma relação com os ministérios afins e o próprio governo francês. O fato é que o movimento não pode parar porque ele vai construir uma consciência política que hoje não existe em Oiapoque e até mesmo no Brasil”, destacou o senador.

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