Mesmo recebendo R$ 550 milhões a mais nos últimos três anos, governo optou por desempregar cerca de dois mil vigilantes

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Nesta sexta-feira, 14, na sede do PSB, o senador Capiberibe (PSB) conversou com um grupo de vigilantes patrimoniais que foram demitidos de seus empregos com a extinção do serviço pelo governador Waldez Góes (PDT). Eles relataram as dificuldades que estão passando com suas famílias e perguntaram ao senador se existiria alguma forma de reverter a situação.

 

“Eles não tiveram a hombridade de anunciar que iam acabar com os contratos das empresas de vigilâncias. Fomos pegos todos de surpresas e hoje estamos passando por muitas dificuldades, desempregados e sem recebermos a nossa indenização”, disse a vigilante Anilde Dias.

Na época que encerrou os contratos de vigilância, um dos argumentos que Waldez usou para justificar a medida foi o enxugamento das contas do Estado.

Capiberibe argumentou que não é demitindo trabalhadores que um governo equilibra as contas públicas. No caso do Amapá, segundo o senador, bastaria reduzir os repasses para a Assembleia Legislativa do Estado (ALAP), que estariam muito acima do que necessita aquela Casa de Leis para funcionar.

Para exemplificar, o senador Capiberibe acessou portais de transparência e identificou que, nos últimos três anos, a União repassou, a mais, para os cofres do Estado, em torno de R$ 550 milhões. Já o repasse do GEA à ALAP saltou, em 2015, de R$ 153 milhões para R$ 161 milhões, em 2017.

“Se reduzíssemos 30% os repasses para a ALAP, sobrariam em torno de R$ 45 milhões/ano. O que garantiria, por exemplo, os postos de trabalho de vocês”, disse o senador Capi. Mas acrescentou que “para mudar essa realidade é necessário que o povo eleja deputados comprometidos com a redução do orçamento da ALAP”, alertou.

Ao final da reunião, foi formado um grupo de trabalho, conectado pelo WhatsApp, que vai fazer o acompanhamento dos gastos públicos e debater os problemas da categoria.

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