Demora: após manifestação de mulheres, Waldez diz que maternidade da Zona Norte irá funcionar no início do ano que vem

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Na última sexta-feira, 22, um grupo de mulheres e lideranças fizeram uma manifestação em frente ao prédio da Maternidade Parto Normal da Zona Norte. A obra que ficou com 98% pronta até final da gestão do ex-governador Camilo Capiberibe (PSB) se arrastava há mais de dois anos e meio sem ser concluída e entregue.

 

Durante o protesto, com cartazes elas exigiam partos dignos e humanizados. Para as manifestantes, não é justo as mulheres darem à luz, em alguns casos até nos corredores da Maternidade Mãe Luzia, tendo um espaço para fazer esses procedimentos de forma mais adequada.

“Queremos que o governo dê uma posição real de quando vai inaugurar esse prédio. A saúde tem pressa. Chega de enganar o povo”, reclamou Nádia Paes, que reside no bairro Morada das Palmeiras.

Na manhã desta quarta-feira, 27, o governador Waldez Góes (PDT) disse que a maternidade irá funcionar no início do ano que vem. O anúncio foi feito no Salão Nobre do Palácio do Setentrião, quando foi feito o lançamento do edital de seleção para a Organização Social de Saúde (OSS) que fará a cogestão da Maternidade Parto Normal da Zona Norte.

Esse modelo de gestão que também está sendo aplicado na UPA da Zona Sul, tem apresentado altos níveis de corrupção em outros estados brasileiros. De acordo com informações do Jornal O Globo, no Rio de Janeiro, por exemplo, das dez Organizações Sociais de Saúde, que administram 108 das 248 unidades de saúde da Prefeitura do Rio, oito são investigadas em procedimentos no Ministério Público Estadual (MPE) e em ações no Tribunal de Justiça (TJ) do Rio, por suspeitas de irregularidades.

Há desde denúncia de não fornecerem condições adequadas aos pacientes, até casos de supostos desvios de recursos públicos. A maioria das investigações teve por base 16 auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas do Município (TCM). Em alguns casos, os auditores constataram sobrepreços de até 508% na compra de medicamentos.

Inquéritos do Ministério Público Federal, de 2014 e 2015, além de operações da Controladoria-Geral da União e da Polícia Federal de 2015, investigam denúncias em contratos de organizações sociais na área da Saúde, que somam pelo menos R$ 452 milhões em todo país. São casos em todas as regiões brasileiras, incluindo o Pará, citado pelo governador Waldez como exemplo de eficiência.

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