Recém-nascido, país e funcionários padecem de calor na UTI da Maternidade Mãe Luzia

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É quente. Muito quente. Chega a ser desumano. Essa é a resposta de todos os funcionários da UTI da Maternidade Mãe Luzia e dos pais que estão com seus filhos recém-nascidos ali internados.

 

Os funcionários, que por medo de represálias preferem não ser identificados, dizem o problema é desde o ano passado é que várias reclamações já foram feitas à direção do hospital, inclusive com documentos, mas que nenhuma providência foi tomada até agora. Eles dizem que no espaço existem duas centrais mais que apenas uma funciona e de forma precária, sem conseguir refrigerar o ambiente.

“Chegamos a quase passar mal. É um ambiente fechado com fluxo constante de pessoas e um clima muito quente. Agora se é ruim passar de seis a doze horas trabalhando imagina para um recém-nascido que fica na UTI em média cinco dias, dependendo da situação dele”, denunciou um funcionário que preferiu não ser identificado.

De acordo com quem trabalha na UTI o caso já foi denunciado na imprensa televisiva, mas que a direção teria mentido ao falar que tudo estava funcionando perfeitamente e que naquele momento as centrais estavam desligadas porque era rotina, mas que depois voltam a funcionar.

Ainda sobre a UTI, hoje tem internatos 22 recém-nascidos, num espaço que era para somente 16. Faltando inclusive respirador, entre outros equipamentos essenciais para garantir a melhora das crianças. “Tudo na base do improviso”, denunciam os funcionários.

Procurado pela reportagem o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde), Ismael Cardoso, disse que tem cobrando que o governo resolva essa situação seja garantindo a manutenção adequada das centrais de ar ou comprando novas, se for o caso. Já o Governo não se manifestou sobre o assunto.

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