Governo paga mais de R$ 1 milhão adiantado à OSs que vai administrar a UPA da Zona Sul

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Não é só em cinema que o cidadão paga adiantado para assistir um filme que ele nem sabe se vai gostar ou não. O governo do Amapá adotou também essa prática com o Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH), que é a Organização Social de Saúde (OSs) que vai administrar a Unidade de Ponto Atendimento (UPA da zona Sul).

 

No empenho de número 2017NE05314, cuja data é 10 de agosto, a justificativa para o pagamento de R$ 1.013.500,27 por parte do Estado é que o valor, cujo total é de R$ 7.784.150,00, é “…para atender despesas com Contrato de Gestão Operacionalização e a execução dos serviços de saúde…”. Detalhe: a UPA da zona Sul nem sequer entrou em funcionamento.

O que chama atenção é que neste mesmo mês de agosto vários veículos de imprensa relataram que o Hospital das Clínicas Alberto Lima (HCAL) suspendeu cirurgias ortopédicas por falta de materiais. Informação essa que foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) que justificou à época a não realização dos procedimentos por falta de materiais correlatos, principalmente o “fio cirúrgico”, usado em suturas. Situação semelhante passou os pacientes com câncer.

“Isso é simplesmente um absurdo o que acontece neste Estado. Uma hora o governo alega não ter dinheiro para comprar correlatos, mas esse mesmo governo libera um milhão para empresa que ainda não mostrou sua eficiência. Para ser mais exato, ainda não fez nenhum curativo”, reclamou a aposentada Maria da Conceição.

Reclamações

E quando assunto é atendimento, os moradores de Araguaína, no Tocantins, não recomendam o Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar que administra o hospital da cidade. Entre as reclamações, que levaram o vereador João Batista Xavier a convidar a direção do instituto a prestar esclarecimentos, estão: demora nas consultas, falta de alimentação, atraso de salários, número reduzido de funcionários.

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