PF realiza a segunda fase da operação “Senhores da Fome” que apura desvio da merenda escolar no governo Waldez

0

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira (15) a segunda fase da operação “Senhores da Fome”, que investiga desvio de mais de R$ 2 milhões da merenda escolar no Amapá. Ao longo da investigação, o presidente da Organização de Cooperativas do Amapá (OCB), Gilcimar Pureza, foi apontado como suspeito de exercer influência sobre a empresa Agrocop, investigada pela não entrega de alimentos.

 

A operação foi conduzida por equipes da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria Geral da União (CGU).

Os policiais cumpriram um mandado de prisão preventiva, de Gilcimar Pureza; além de três mandados de condução coercitiva e três de busca e apreensão, nos bairros do Beirol, Muca e Centro de Macapá.

Também estão sendo investigados membros do conselho fiscal da empresa, que segundo a polícia, não tinham conhecimento do esquema, mas constavam no quadro apenas para dar aparência de legalidade no empreendimento. Todos os investigados irão responder, por crimes de organização criminosa e obstrução de justiça.

Primeira Fase

A primeira fase da operação foi deflagrada no dia 31 de outubro e apurou a suposta atuação dos empresários, diretores de escolas e servidores da Secretaria de Educação do Amapá (Seed) no esquema de corrupção que teria desviado cerca de R$ 2 milhões dos cofres públicos.

A ex-secretária de Educação do estado Conceição Corrêa Medeiros foi alvo de mandado de condução coercitiva, quando o suspeito é obrigado a ir depor à polícia. Os suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção poderão responder na Justiça pelos crimes de peculato (irregularidades cometidas por servidor público), associação criminosa e falsidade ideológica.

Investigação

Os investigadores apontam que o suposto esquema de corrupção deixou, pelo menos, 52 escolas públicas de Macapá sem alimentos da agricultura familiar. Ainda conforme a PF, no início de 2016, vários diretores assinaram o termo de recebimento dos alimentos sem que tivessem sido entregues às instituições de ensino. Parte das falsas entregas teriam sido feitas no período de férias escolares.

Leave A Reply

Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com