Reforma da Previdência: bancada federal é convidada para palestra, mas somente três comparecem

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O Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal dos Estados do Amapá e Pará (Sindjuf) bem que tentou ouvir a opinião dos parlamentares que representam o Estado em Brasília, mas somente os senadores João Capiberibe (PSB) e Randolfe Rodrigues (REDE), bem como a deputada federal Janete Capiberibe (PSB) marcaram presença no evento, denominado Reforma da Previdência: dialogando com os parlamentares.

 

Além dos três parlamentares, compuseram a mesa o economista paraense, Cláudio Alberto Castelo Branco Puty. Janete Capiberibe iniciou sua fala deixando claro que é contra todas as reformas propostas pelo governo de Michel Temer (PMDB) justificando que é um governo ilegítimo e que tais medidas só prejudicam a população brasileira.

“Tudo com começou com a PEC da Morte”, argumentou a deputada, se referindo a PEC 241, que congelou os gastos públicos por 20 anos afetando principalmente a saúde e a educação, “depois veio a Reforma Trabalhista e agora para acabar de vez, ele propõe a Reforma da Previdência. Nenhuma dessas mudanças beneficia o povo, muito pelo contrário, o sacrifica, por isso, eu votarei contra essa medida e quem vota a favor dela, certamente vota contra o desejo do povo brasileiro”, destacou a parlamentar.

O senador Randolfe Rodrigues também se declarou contrário a Reforma da Previdência, argumentando que a questão vai muito além dessa medida. Para ele é a distribuição de renda e a desigualdade social que afundam o Brasil, que se Temer se candidatasse a presidente tendo como propostas essas medidas certamente não se elegeria. “Esse governo não foi eleito pelo governo, logo não tem legitimidade para mudar nada”.

Cláudio Puty, em sua explanação, enfatizou que Temer não quer implantar um projeto para a nação, mas garantir que o pagamento dos juros ao mercado financeiro. “Não há déficit na previdência, muito pelo contrário tem um superávit. Então o que precisa ser feito é o controle social fiscalizar esse recurso. Prestem atenção todas as medidas do governo Temer envolvem a venda de alguma coisa ou perda de direitos”, declarou Puty.

Finalizando o debate, o senador João Capiberibe fez o seguinte questionamento: Qual a legitimidade desse governo para propor uma reforma tão profunda? “Se essa reforma passar corremos o risco de ter no futuro um contingente enorme de idosos vivendo nas ruas. Não é o aposentado que ganha um salário mínimo que está desequilibrando a previdência são aqueles que ganham R$ 20 mil. É essa desigualdade que tem que acabar. Não podemos permitir a Reforma da Previdência, mas temos que estancar a sangria do desvio dos recursos públicos, com a Gestão Compartilhada e o controle social”, resumiu o senador.

A palestra ocorreu na tarde desta quinta-feira, 8, no auditório do Tribunal Regional Eleitoral.

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