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Mergulhadores do Corpo de Bombeiros, após perderem direitos, emitem Nota de Repúdio contra o governo Waldez

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De acordo com a Nota de Repúdio, o governador Waldez Góes (PDT), na quinta-feira, 5, revogou a Lei 1513/10, que entre outros benefícios garantia indenização por danos orgânicos aos mergulhadores. O grupo acusa o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), os comandos do Corpo de Bombeiro e Polícia Militar e a própria Associação dos Servidores Militares do Estado do Amapá (Asmeap) de serem coniventes a mudança da lei.

 

Na nota, o grupo diz que foi retirado dos mergulhadores – formado em sua maioria por praças -, um benefício de pouco mais de R$ 1.800,00, para, segundo o documento, distribuir entre todos os militares, especialmente aos coronéis que tiveram seus vencimentos aumentados em mais de R$ 8.000, fazendo com que seus salários saltassem de pouco mais de R$ 12 mil para um valor aproximado de R$ 21 mil.

“Sobre essa nefasta manobra, excelentíssimo governador, eu faço os seguintes questionamentos: a) O serviço que realizamos também será distribuído aos demais do Estado?  b) A escala extra que nos submetemos será compartilhada pelos nobres coronéis comandantes e militares “representantes” da categoria? c) O risco que corremos em mergulhar em um ambiente totalmente inóspito, sem qualquer visibilidade, com pressões barométricas elevadas, com risco constante de acidentes com animais aquáticos, barotraumas de toda espécie e obtenção de doenças descompressivas também será incorporado ao cotidiano dos demais militares? d) O risco real e cotidiano de exercer uma atividade de alto risco, fazendo uso de um equipamento, inapropriado e mal manutenido será também dividido com os companheiros de farda? Senhor Governador, a nossa lei não é apenas um pedaço de papel publicada em uma folha amarelada no Diário Oficial do Estado, ela é o prato de comida na mesa dos nossos filhos, é a garantia de saúde para o exercício da atividade e é, acima de tudo, a garantia da dignidade e do respeito da profissão”, diz a nota.

Segundo os mergulhadores com a mudança a revogação da lei foi tirado deles o valor aproximado de R$ 2 mil. E ainda na linha do questionamento o grupo pergunta. “Por que de todos os benefícios e privilégios existentes na folha da segurança pública, apenas a gratificação do Bope e a indenização de mergulho foi incorporada ao subsídio dos militares? Já a gratificação dos ex-comandantes gerais, uma verba imoral e manifestamente ilegal, que causa impacto gigantesco à folha do Estado não foi sequer cogitada a entrar no bolo da incorporação. Invés disso, a Asmeap, GSI e comandos das corporações preferiram atacar um valor irrisório, recebido por quem está na linha de frente da atividade, do que combater privilégios de coronéis, que em sua maioria, nem integram o quadro de militares do Estado”.

A nota segue fazendo outros tipos de denúncia e finaliza desta forma. “Os mergulhadores de resgate do Estado do Amapá são totalmente contrários a incorporação de seu adicional de compensação orgânica ao subsídio de todos os militares do Estado, repudiando veementemente as manobras da Asmeap, das corporações militares e do governo do Estado do Amapá”.

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