Super Fácil da zona Oeste gera mais custos para o Estado e em nada muda rotina do cidadão

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“Vou ter que pagar ônibus do mesmo jeito. Eles deveriam colocar esse Super Fácil aqui no Marabaixo e não na Lagoa, longe de tudo”. A reclamação é da dona de casa Rosana do Nascimento ao se referir ao prédio onde vai funcionar Serviço Integrado de Atendimento ao Cidadão (Siac/Super Fácil), na Zona Oeste de Macapá, cuja inauguração está marcada para esta quinta-feira, 26.

Se para quem mora em bairros como Marabaixo e Goiabal a instalação do Super Fácil, numa área longe do centro populacional, é trocar seis por meia dúzia, para o Estado vai gerar mais despesas. Isso porque, segundo o Portal da Transparência do Governo do Amapá, o aluguel do prédio, que pertence a empresa Moselli Veículos, vai custar aos cofres públicos R$ 182 mil para o período de janeiro a setembro de 2018.

Mas as despesas vão além do aluguel do prédio. Para que o Super Fácil funcione, foi  realizado processo de contratação emergencial de 150 funcionários. A empresa que apresentou a melhor proposta foi a Venon Construções e Serviços LTDA, que deverá receber R$ 2.711.547,00 pela prestação do serviço, conforme publicação no Diário Oficial do Estado.

“Novamente o governo vai na contramão da crise propagada por ele mesmo. Ao invés de conter despesas ele gera mais custos para a máquina pública e como quantidade de contratos emergenciais parece que faz tudo sem planejamento, como se tivesse essas ideias do dia para a noite”, comentou o economista José Ramalho.

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