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Gigante brasileira do setor de combustíveis expande influência para Argentina

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Brasileira Raízen compra ativos da Shell argentina por 3,31 bilhões de reais

A companhia petrolífera anglo-holandesa Shell reduz sua presença na Argentina. Depois de dois anos de negociações, vendeu por 950 milhões de dólares (3,31 bilhões de reais) seus ativos de refino, transporte e distribuição à brasileira Raízen, uma joint-venture formada pela Cosan, empresa energética e de negócios agrícolas do Brasil, e a própria Shell. A filial argentina da multinacional, presidida durante 12 anos pelo atual ministro de Energia argentino, Juan José Aranguren, conserva, porém, seu negócio em Vaca Muerta, a joia petroleira da Patagônia argentina.

“A Shell assinou um acordo para vender seus negócios downstream na Argentina à Raízen por 950 milhões de dólares”, anunciou a Shell em um comunicado. A operação consiste na venda ao grupo radicado no Brasil de 645 postos de combustível (com vendas de 6 bilhões de litros por ano, o segundo distribuidor na Argentina), uma refinaria, uma fábrica de lubrificantes, três terminais terrestres, outros dois de abastecimento em aeroportos e cinco unidades de engarrafamento de gás.

No comunicado enviado pela Raízen à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do Brasil consta que essas empresas somaram no ano passado receita líquida de 11,5 bilhões de reais. A aquisição será concluída antes do final do ano e a Raizen assumirá a exploração da marca Shell na Argentina e suas licenças de importação.

Gigante do setor de combustíveis e agrícola, a Raízen foi criada em 2011 com o objetivo principal de produzir e comercializar combustíveis obtidos com base em vegetais. É o primeiro produtor do Brasil de etanol gerado a partir da cana de açúcar. Atualmente conta com 26 usinas de produção de açúcar e etanol, mais de 30.000 funcionários e 13 centrais termoelétricas. Em 2017 vendeu no Brasil 25 bilhões de litros de combustível em mais de 6.000 postos de combustível da marca Shell. Dispõe também de 68 terminais de distribuição de combustível. No ano passado faturou 79,2 bilhões de reais.

Embora a produção e distribuição de combustíveis esteja centrada no Brasil, a empresa também tem escritórios em Houston (Texas-EUA), Genebra (Suíça), Cingapura, Malásia e Olongapo (Filipinas). Segundo um comunicado da empresa, seu plano é transferir para a Argentina o modelo adotado no Brasil, para “fortalecer as empresas adquiridas e estabelecer sinergias financeiras e operacionais”.

Em uma “lista suja”

A empresa teve de enfrentar no Brasil algumas polêmicas pelas condições de trabalho em suas plantações de cana. Em 2007 seu nome foi incluído na chamada “lista suja” de empresas que contratam pessoas em condições análogas à da escravidão, depois de uma inspeção de uma usina do interior de São Paulo. O Governo a retirou dessa lista três anos depois, com o argumento de que tinha sido incluída “por engano”. Em 2016, a Justiça do Trabalho brasileira condenou a Raízen por criar sua própria “lista suja” com trabalhadores que não deveriam ser contratados para a colheita de cana por terem feito reclamações trabalhistas ou porque tinham baixa produtividade, segundo denúncias da ONG Repórter Brasil. A Justiça também acusou a empresa de discriminar mulheres e maiores de 45 anos, e lhe impôs uma multa de 3 milhões de reais.

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