Reajuste na tarifa de energia causa impacto no orçamento doméstico dos amapaenses

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Contrariando as promessas feitas há um ano em cadeia nacional pela presidente Dilma Rousseff, garantindo a redução de 18% nas tarifas de energia elétrica em todo o país, as contas dos consumidores amapaenses estão chegando com aumento de 28,67%, conforme reajuste homologado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em abril deste ano, tanto para residências como para as indústrias.

 

Graça Rocha, três filhos, dois cursando a universidade, residente na Rua General Rondon, bairro do Laguinho, em Macapá, pagava em torno de R$ 300 de consumo de energia. Este mês foi surpreendida com uma conta de R$ 429. “Desequilibrou o meu orçamento doméstico”, queixa-se ela.

Mas a reclamação da dona Graça não é só essa. As duas contas têm o exato consumo em KW: 958,0. Ela não acredita que tenha consumido exatamente o mesmo em quilowatts nos dois meses. “Nunca ocorreu isso”, diz a consumidora desconfiada.

Mas não é apenas essa a reclamação dos consumidores de energia elétrica em Macapá. A outra remonta desde quando os contadores de unidades consumidas passaram a ser fixados no alto dos postes de distribuição de energia da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA). Segundo José Rodrigues, morador da Rua Manoel Eudóxio Pereira, bairro do Trem, constantemente os vidros dos mostradores desses contadores suspensos e expostos à variação de temperatura ficam embaçados, impossibilitando a conferência, o que obriga os operadores a calcularem o consumo pelo mês anterior ou “chutar” qualquer medida.

Outra desconfiança de muitos usuários da distribuidora de energia elétrica é de que esses mostradores, expostos ao calor inclemente do verão, pode causar oscilação na contagem de quilowatts, causando prejuízos aos consumidores. Desconfiança que pode ou não proceder, mas que a CEA precisa esclarecer.

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